Solo performático “A Mulher que Virou Planta” reflete sobre o ‘estar’ no mundo em espaço em Copacabana

Do Rio Encena

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Bruna Trindade é a protagonista do solo performático Foto: José Palandi/Divulgação

O solo performático “A Mulher que Virou Planta” inicia a sua primeira temporada nesse sábado (17), às 20h30, no Rampa – Lugar de Criação, espaço cultural alternativo localizado no número 202 da Rua Sá Ferreira, em Copacabana. Em cena, Bruna Trindade, que assina também o roteiro ao lado de Vitor Medeiros, interpreta uma mulher que toma uma decisão radical: parar, na acepção da palavra, literalmente. Assim, a peça reflete sobre o “estar” do ser humano no mundo.

Inspirado no livro “A vida das plantas: uma metafísica da mistura”, do filósofo italiano Emanuele Coccia, o solo, que oscila entre realidade e fantasia, filosofia e poesia, é dividido em partituras corporais. Cada movimento da atriz é fruto de uma preparação corporal que incluiu uma técnica teatral milenar conhecida como Nô e também a “kata” – formas específicas de andar, sentar e manusear objetos.

Além de propor uma experiência de imersão na radicalidade que é estar-no-mundo, a peça reflete ainda sobre outros aspectos, como novas formas de ação e opressões.

— A Bruna entra num estado de percepção e sensibilidade muito específico e a gente quer propor ao público tentar acessar um pouco esse estado, que o público viva uma experiência ali dentro da sala e saia com perguntas, reflexões — explica Vitor Medeiros.

— Queremos convidar o espectador para uma autopercepção, a aguçar um pouco a sensibilidade dessa pele que está em carne viva, que parece não sentir mais nada — complementa Bruna.

Apesar da estreia num sábado às 20h30, a temporada, que segue até 22 de setembro, terá apresentações somente aos domingos, às 20h. O ingresso será cobrado via contribuição voluntária – sendo o mínimo de R$ 25.

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