Solo ‘Héka’ propõe reflexões sobre violência e injustiça contra as mulheres em temporada na Casa Rio

Do Rio Encena

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A atriz Maha Sati é protagonista e autora do espetáculo Foto: Carol Bispo/Divulgação

Reprovar o imaginário popular sobre a mulher e libertar o corpo feminino. Estas são as intenções do espetáculo “Héka”, que estreia na próxima quarta-feira (03/04), às 20h, na Casa Rio, em Botafogo, tratando de um histórico tratamento violento e injusto dispensado às mulheres e as suas consequências que ainda abalam a sociedade contemporânea. Para tais reflexões, a atriz Maha Sati, protagonista e autora do solo, se inspirou em Hekate – daí, aliás, o título da peça – que na mitologia grega, é a deusa da encruzilhada entre a luz e a escuridão, ou neste caso, a potência da sombra.

— Consideramos de extrema urgência levar esse tema ao palco, uma vez que a estrutura patriarcal arranca a autonomia, humilha e considera ameaçador um feminino livre — ressalta Maha Sati, reforçando a ideia de remexer o passado para trazer verdades ao presente: — Não há verdade sem memória E não há futuro sem verdade.

“Héka” é o segundo espetáculo do núcleo Arte Quântica, uma parceria entre Sati e Fabiana Eramo, artista e antropóloga italiana radicada no Brasil, que assina a direção do monólogo. O projeto, que começou com o espetáculo “Baleia- manifesto aquático” no ano passado, tem como pesquisa aproximar arte e espiritualidade.

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