Secretário Ruan Lira garante que programação cultural do Imperator, que voltará à esfera estadual, será mantida

Do Rio Encena

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

O secretário estadual Ruan Lira garantiu que a programação do Imperator será mantida Foto: Arthur Tezolim

No início deste mês, a Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa anunciou que o Imperator, situado num terreno no Méier pertencente ao Estado, voltaria a ser responsabilidade do Governo Estadual depois de passar quase 10 anos sob administração da prefeitura. A notícia, claro, repercutiu entre frequentadores do espaço, fazendo com que muitos acreditassem que a variada e farta programação cultural de lá pudesse estar ameaçada a partir de 02 de janeiro de 2020, quando seria concluída esta transição. No entanto, o secretário estadual Ruan Lira, que à época do anúncio estava em Londres ministrando palestras sobre politicas culturais brasileiras e economia criativa, mas adiantou que havia a ideia de implementar um “novo modelo de gestão”, garantiu que tal risco está descartado.

A Secec, através da assessoria de imprensa, emitiu uma nota para tranquilizar, assim como o próprio órgão ressalta, a população do Méier sobre a continuidade das atividades do Centro Cultural João Nogueira, que ganhou esse “sobrenome” ao ser reinaugurado em 2012 após ficar fechado por cerca de 15 anos. Ainda de acordo com o comunicado, a ideia de Ruan Lira é modernizar a gestão do mais popular equipamento cultural da Zona Norte, tornando-a mais inovadora e eficiente.

— O principal objetivo é manter o Imperator como um espaço democrático e inclusivo mantendo as atividades culturais de excelência já existentes. A cultura só tem a ganhar com essa mudança, que vem sendo feita sob total concordância entre Município e Estado — afirma o secretário.

O Imperator fica na Rua Dias da Cruz, no Méier, Zona Norte do Rio Foto: Luiz Maurício Monteiro

A nota enfatiza ainda que, às vésperas do fim do contrato de concessão do equipamento ao Município, a transição está sendo realizada “em comum acordo com a Prefeitura, de maneira gradativa e consensual”. O texto diz também que o Secretário Municipal de Cultura, Adolpho Konder, “está sendo muito solícito e ativo nesse período de transição”.

Ao tomar conhecimento do pedido do Estado para ter de volta a administração do Imperator, Adolpho Konder, que assumiu a SMC no início de setembro, disse ao jornal O Globo que havia igual preocupação das esferas municipal e estadual quanto ao bom funcionamento do equipamento. Ao mesmo veículo, Aniela Jordan, gestora do Imperator através da Produzir Promoções Artísticas e que venceu duas licitações, afirmou que foi pega de surpresa com a notícia da transferência e ressaltou a importância da manutenção da programação.

O espaço

O Imperator começou como um gigante cinema (capacidade pra 2.400 pessoas) nos anos 1950, se tornou uma famosa casa de shows (recebendo nomes como Tom Jobim, Tim Maia e até internacionais como Tina Turner e Bob Dylan) e, em dias menos gloriosos, teve até uma fase em que parecia um “camelódromo”. Entretanto, desde que foi reaberto, numa obra orçada em R$ 28 milhões, se tornou um importantíssimo espaço cultural na Zona Norte, e na cidade como um todo, recebendo diferentes atividades como shows, festas, cinema, exposições, espetáculos adultos e infantis de dança e teatro.

Segundo a Produzir Promoções Artísticas, ao longo dos últimos sete anos, desde a reinauguração, passaram pelo equipamento mais de 6 milhões de visitantes, que prestigiaram cerca de 1 mil diferentes produções artísticas, muitas delas gratuitas ou a preços populares – o preço médio do ingresso, por exemplo, fica em R$ 8.

PUBLICIDADE