QUEM ENCENA: ‘invisibilidade é dos brancos’ diz Valéria Monã, em cartaz com ‘Contos Negreiros do Brasil’

Luiz Maurício Monteiro

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Segundo o Atlas da Violência 2017, levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. De acordo com o Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Estudos Sociais, o número de mulheres negras assassinadas cresceu 54%, entre 2003 e 2013. São dados lamentáveis como estes que o espetáculo “Contos Negreiros no Brasil”, em cartaz no Teatro Firjan Sesi, no Centro, compartilha com o público a fim de alertar para a condição atual e real do negro no Brasil. Inclusive, o engajamento da peça, que tem base também no livro “Contos Negreiros”, de Marcelino Freire, se reflete no seu elenco.

Em entrevista para o quadro “Quem Encena”, da RIO ENCENA TV, a atriz Valéria Monã foi contundente ao comentar a realidade que a montagem dirigida por Fernando Philbert aborda:

— A invisibilidade não é nossa, é dos brancos… Nesse momento em que a cultura está sendo tão atingida, o teatro negro é o que mais está se impondo, porque sempre foi de uma estrutura de abandono e invisibilidade. Mas nós trabalhamos nas bases. A gente trabalha muito para encher o teatro — ressalta a atriz, que participou da entrevista ao lado de sua colega de cena, Aline Borges – o elenco conta ainda com Rodrigo França, Milton Filho e Marcelo Dias.

Confira a entrevista na íntegra no vídeo abaixo ou clicando aqui.

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