Perfis: intérprete de van Gogh, Rafael Mannheimer admite que já pensou em largar o teatro devido a ‘vida insana’

Luiz Maurício Monteiro

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Rafael tem 26 espetáculos em 26 anos de carreira Foto: Divulgação

Entre os profissionais de teatro – são eles, atores, diretores, autores e produtores – é praticamente unânime a máxima de que viver dos palcos no Brasil é um ato de resistência. E é justamente o verbo “resistir” que Rafael Mannheimer conjuga diariamente para não sucumbir ao cansaço e ao desejo de abandonar a carreira. Em cartaz atualmente com o monólogo “O Último Delírio de van Gogh”, no qual interpreta o pintor holandês Vincent van Gogh (1853-1890), que ficou conhecido pelo talento, mas também por atos de loucura – como cortar a própria orelha, por exemplo – o ator carioca atribui os pensamentos de desistir das artes cênicas, ironicamente, a uma rotina insana.

— Penso em desistir todos os dias porque é uma vida insana. Não tem dinheiro, é muita dívida… Mas tem uma força, algo que me leva a querer continuar sempre, não querer parar nunca. E eu confesso que não sei fazer outra coisa — pondera Rafael, da Cia de Artes EM CriAção, em entrevista para o quadro “Perfis”, da RIO ENCENA TV.

Nesta batida de pensar em abandonar o teatro e logo voltar atrás, o ator, que além do solo, está no Midrash Centro Cultural ,no Leblon, também com uma ocupação do seu grupo, já acumula 26 peças em 26 anos de carreira. No vídeo abaixo, ele responde às tradicionais perguntas do quadro, como, por exemplo, o espetáculo mais marcante deste extenso currículo, o que jamais faria na profissão e que carreira seguiria caso não trabalhasse com teatro.

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