PERFIS: ‘não me senti dona daquilo’ lamenta autora Renata Mizrahi sobre peça em que teve texto alterado

Luiz Maurício Monteiro

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Renata Mizrahi tem 20 anos de teatro Foto: Renato Mangolin/Divulgação

Vencedora do Prêmio Shell 2014 de Melhor Texto por “Galápagos”, Renata Mizrahi é uma autora respeitada no circuito de teatro do Rio de Janeiro. Entretanto, nem mesmo este renome a impediu de passar por uma situação desagradável na carreira. Contratada para escrever um musical, ela viu sua dramaturgia ir sendo radicalmente modificada ao longo do processo de criação, o que, obviamente, não a agradou.

— Eu não tinha muita ingerência artística. Escrevia o texto, mas cortavam. Botavam outras falas, às vezes não me comunicavam….Acabou que o texto foi se perdendo, para entrar música e música, e quando vi, não tinha mais texto nenhum, não tinha dramaturgia. E eu não me senti dona daqilo, me senti muito mais uma ferramenta… — recorda a carioca de 40 anos, em entrevista para o quadro “Perfis”, da RIO ENCENA TV.

Episódio desagradável à parte, Renata segue sendo uma dramaturga requisitada na cena teatrl do Rio, tanto que tem cerca de 30 espetáculos no currículos, dos quais três estão em cartaz atualmente: os infantis “Vira, Vira, Volta” e “Gabriel só quer ser ele mesmo”, além do adulto “Vale Night”. Nestes últimos dois, ela assina ainda a direção.

Na entrevista, Renata falou sobre estes três trabalhos e um pouco mais sobre a carreira. Assista abaixo ou clicando aqui.

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