‘Paulo Freire – O Andarilho da Utopia’ reestreia com curtíssima temporada em Niterói

Do Rio Encena

O ator Richard Righetti em cena de “Paulo Freire – O Andarilho da Utopia” Foto: Fabio Martins/Divulgação

Depois de estrear no último mês de março em Vitória (ES) e circular por alguns municípios do Rio Grande do Norte, o solo “Paulo Freire – O Andarilho da Utopia”, enfim, chegou a um dos principais centros teatrais do país, o Rio de Janeiro – onde em maio fez temporadas no Centro Cultural Parque das Ruínas e no Teatro Glaucio Gill. Agora, o espetáculo protagonizado por Richard Righetti está de volta para levar um pouco dos pensamentos do patrono da educação no Brasil a mais uma cidade: Niterói. As próximas apresentações acontecem no Teatro da UFF, em Icaraí, a partir desta sexta-feira (18), às 20h, até o próximo dia 27, somente.

Com texto de Junior Rocha, o monólogo compartilha com o público a infância e a juventude de muita pobreza do pedagogo e filósofo pernambucano – que faleceu em 1997, aos 76 anos. Apesar das dificuldades, muito comuns a milhões de brasileiros, inclusive, ele, que chegou a sofrer com a fome, consegue tempo para se apaixonar pelas palavras. Empolgado em levar este encantamento a um número muito maior de pessoas, Paulo deixa Recife – sua cidade natal – para propagar seus conceitos e visão de liberdade de si e dos outros, de justiça, igualdade, e superação dos obstáculos.

Foram tais ideias e posições, aliás, que fizeram Richard Righetti e o diretor Luiz Antonio Rocha idealizarem o projeto – ao qual chamam de manifesto cenopoético – sobre a história de Paulo Freire, que é considerado referência não apenas nas universidades brasileiras, mas também em algumas internacionais, como Harvard, no Estados Unidos, por exemplo.

Patrono da Educação

Curiosamente, na mesma semana em que o monólogo estreou no Rio, o presidente Jair Bolsonaro, durante um evento em Ribeirão Preto (SP), externou o desejo de tirar de Paulo Freire o título de Patrono da Educação no Brasil – que lhe fora dado de forma póstuma em 2012. Na época, o RIO ENCENA entrevistou Richard e o questionou sobre a declaração do presidente. O ator preferiu ser econômico nas palavras, mas ressaltou:

— Com título ou não, Paulo Freire sempre será um grande homem brasileiro. Qualquer tentativa de diminui-lo só vai engrandecer seu nome. E ele também já tem muitos títulos — disse, na ocasião, o ator de 61 anos que escolheu o solo para celebrar quatro décadas de carreira.

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