‘Ombela – A Origem das Chuvas’, musical infantil inspirado em mitologia africana, estreia no Oi Futuro Flamengo

Do Rio Encena

O elenco conta uma lúdica jornada pela mitologia africana Foto Renato Mangolin/Divulgação

Crianças adoram perguntar “por quê?”. Inclusive as crianças deusas! Assim começa “Ombela – A Origem das Chuvas”, musical infantil que estreia nesse sábado (31), às 16h, no Oi Futuro Flamengo. Inspirado no livro homônimo do autor angolano Ondjaki, o espetáculo conta a história da deusa das chuvas da mitologia africana que questiona a origem de suas lágrimas.

Ato contínuo ao questionamento dos filhos, os pais procuram dar explicações. E assim faz o pai da protagonista Ombela, que revela para a garota que todas as emoções fazem parte da evolução, até mesmo dos deuses. E que as lágrimas dela dão origem aos mares e rios. Com tais informações, a menina fica ainda mais curiosa e decide partir do Orum ao Ayé, Céu e Terra em yoruba, numa jornada lúdica na qual encontra divindades africanas que a levam a muitos ensinamentos.

Adaptada do livro para os palcos pela dupla Mariana Jaspe e Ricardo Gomes, a história é contada a partir de um mix de linguagens, como circo e músicas inéditas, compostas especialmente para o espetáculo. Outro artifício utilizado são bonecos que “contracenam” com o os atores Barbara Sut, Bukassa Kabengele, Mariana Sanacar, Marília Lopes, Orlando Caldeira e Renata Vilela. A ideia dos fantoches foi do diretor Arlindo Cruz, que se inspirou num outro trabalho seu.

— Assim como fiz com a história cultural da Índia, no espetáculo “As Aventuras do Menino Iogue”, estou trazendo para o palco, através de bonecos, imagens oníricas, instrumentos e máscaras de papel machê das tribos Senufo, Baoule, Fang, Kwele e BaKongo, um pouco da cultura africana, que é tão presente na nossa — explica.

Sobre a trilha sonora, assinada por Maria Clara Valle e Jonas Hocherman Correa, a ideia foi enfatizar a herança africana presente na música brasileira. Assim, com essa ligação intercultural, o tambor foi colocado como o centro de todas as composições, que se inspiram em seus toques. Também fazem parte da execução ao vivo das canções o violão de sete cordas de Samara Líbano, as flautas, percussões e voz de PC Castilho e os tambores e voz de Mayombe Masai. Além disso, são usados ainda instrumentos não convencionais como concha, bacia de água, garrafas e chocalhos.

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