Inspirado em canções do grupo pop Rouge, musical ‘Brilha la Luna’ faz curta temporada no Teatro Prudential

Do Rio Encena

O espetáculo tem como protagonista a jovem Luna, que é interpretada por diferentes atrizes Foto: Divulgação

“Aserejé, ja deje tejebe tude jebere, Sebiunouba majabi an de bugui an de buididipí”. Para os mais novos, esta sequência de palavras estranhas pode não fazer sentido algum. Mas para quem já era adolescente no início dos anos 2000, é provável que elas pareçam familiar, afinal, são o refrão da música “Ragatanga”, um dos maiores sucessos do Rouge, grupo pop feminino que explodiu no início dos anos 2000 depois de ser formado num reality show do SBT. Agora, seja para quem entortava a língua naquela época para acompanhar tais estrofes ou para aqueles que pouco sabem do que se trata, as canções do quinteto estão de volta em formato de musical teatral com “Brilha la Luna”, que estreia nesse sábado, às 16h, no Teatro Prudential, antigo Teatro Manchete, na Glória.

Depois do estrondoso sucesso após a fundação em 2002,  Lu Andrade, Karin Hils, Fantine Thó, Aline Wirley e Li Martins se separaram, mas acabaram voltando em 2013 – atualmente, as atividades estão paradas. “Brilha la Luna”, porém, não foi uma carona no retorno do quinteto. A ideia veio antes.

— Uma das minhas melhores amigas, que é atriz e estava fazendo novela comigo na época, viveu em uma comunidade hippie até seus 16 anos sem acesso algum a tecnologia ou cultura pop. Aquela história ficou tanto na minha cabeça que comecei a rascunhar a ideia de uma peça sobre essa garota que passa uma vida em uma aldeia afastada da cidade e cai de paraquedas no mundo frenético da televisão. No café onde eu escrevia o nome das primeiras personagens, tocou Ragatanga. Foi ali que me ocorreu que “Aserejé” é um nome ótimo para uma comunidade alternativa e que esse tal “Diego” que vira a esquina podia ser um mochileiro que apresenta todo esse universo a essa garota — recorda Diego Montez, um dos idealizadores da peça, que se diz fão do grupo assim como o autor do texto, Juliano Marceano: — Começamos a desenvolver a dramaturgia em cima do repertório que a gente conhecia de cor: éramos fãs da banda de dormir na porta do estádio para ir no show.

Dirigido por Pedro Rothe, o elenco é formado por 24 artistas, entre eles, nomes recorrentes em musicais, como Victor Maia, que assina as coreografias, Mira Ruiz, Helga Nemetik e Tauã Delmiro. No palco, eles apresentam a história de Luna, jovem que vive na Comunidade de Arerejé, um refúgio hippie criado por seus pais e afastado das grandes metrópoles. No entanto, ao completar 18 anos, ela fica órfã e vê em Diego a possibilidade de dar novos rumos para sua pacata vida.

Em 2017, as próprias integrantes conheceram o projeto e logo o aprovaram.

— Foi um dos momentos mais tocantes da trajetória da peça. Apresentamos em 2017 uma leitura para elas e foi um momento muito lindo de troca. Elas se emocionaram, agradeceram o carinho e homenagem e se demonstraram muito abertas na época. Ter a bênção das cinco seria essencial — encerra Diego.

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