‘Ilha de Sal’ estreia na Caixa Cultural fazendo referências a tragédias ambientais de Mariana e Brumadinho

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A tenda sem lona representa a ilha onde os personagens estão isolados Foto: Divulgação

Somadas, entre mortos e desaparecidos, as tragédias de Mariana e Bumadinho, causadas por rompimentos de barragens com rejeitos de minério, vitimaram cerca de 300 pessoas. Símbolos do descaso e da irresponsabilidade por parte de empresas permitidas pelo governo para tal exploração, as cidades de Minas Gerais serviram de inspiração para “Ilha de Sal”, espetáculo pós-apocalíptico que estreia na Caixa Cultural, no Centro, nessa terça-feira (16), às 19h.

Com direção de Morena Cattoni, o drama tem texto de Livs Ataíde construído a partir de depoimentos de sobreviventes destes desastres e de outros, além de memórias da infância da própria autora. Com esta base, é apresentada uma família cujos integrantes são os únicos sobreviventes do distrito de Atafona (no mapa, localizado no município fluminense de São João da Barra) que fora devastado pelo violento avanço do mar. Agora, eles se encontram isolados numa ilha.

Mistura de poesia e realismo, o espetáculo é encenado pelos atores Daniel Chagas, Gisela de Castro, Luiza Loroza, Marcéli Torquato, Marcio Freitas e Natália Balbino. Em cena, eles estão debaixo de uma estrutura de alumínio, uma tenda sem lona, que representa a ilha. Ali, num pequeno espaço, a família tenta resistir às condições que sua nova realidade passou a lhes impor.

A primeira temporada de “Ilha de Sal” – que foi viabilizada com recursos da conquista do edital Sesi Novos Talentos do Teatro – é curtíssima: vai somente até o próximo dia 27, com apresentações também de quarta a sábado, às 19h. A classificação etária é de 12 anos, e as entradas custam R$ 30 (inteira).

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