Definitiva Cia. de Teatro reestreia adaptação de obra de Clarice Lispector no Teatro Glaucio Gill

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O espetáculo fica em cartaz somente até o dia 23 de dezembro Foto: Ricardo Brajterman/Divulgação

Pouco antes de morrer, em 9 de dezembro de 1977, Clarice Lispector, que fez grande sucesso no Brasil apesar de ter nascido na Ucrânia, lançou “A Hora da Estrela”, considerado um dos seus principais textos.  Mais de 40 anos depois, a Definitiva Cia. de Teatro mergulhou fundo na obra para montar uma adaptação homônima que reestreia nessa semana. O espetáculo inicia sua segunda temporada na sexta-feira (20), às 21h, no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, onde fica até 23/12, com sessões também sábados, no mesmo horário, e domingos, às 20h.

Adaptada para os palcos por Tamires Nascimento e Jefferson Almeida, que também atua e dirige, a peça lança mão da metalinguagem – baseada na figura do personagem Rodrigo S. M., um narrador-escritor –  para pensar também a criação da escrita cênica do grupo.

— É um livro que fala sobre o trabalho do autor. Esse desnudamento do mistério da escrita através da própria escrita nos impactou enquanto estética. E é isso que tentamos também fazer: revelar os aspectos da construção teatral através do ato de construir” — explica Jefferson.

Além do narrador Rodrigo, existem ainda as personagens criadas por ele para contar a saga de Macabéa, uma alagoana franzina de 19 anos “virgem e inócua”. No palco, os oito atores atuam conduzidos por uma encenação calcada em jogos de criação. Fora isso, a música também tem um papel fundamental.

— A nossa pesquisa, aqui, ganha um outro dado: visto que estamos elaborando uma peça sobre como fazer uma peça a partir de um livro sobre como escrever um livro, precisamos fazer uma música sobre como fazer música, ou seja, é preciso parir esta música,  operá-la, fazê-la existir… tudo está, aqui,nas mãos dos atores. Então, precisamos tocar, aprender a tocar, aprender a parir música. Este foi o passo para o abismo que demos, desta vez — completa Jefferson.

 

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