Coronavírus: governador Witzel determina fechamento de teatros por 15 dias; período pode ser renovado

Do Rio Encena - atualizado às 17h51

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Wizel entre os secretários de saúde Edmar Santos (E) e educação Pedro Fernandes Foto: reprodução/Facebook

Em transmissão ao vivo numa rede social do Governo do Estado do Rio de Janeiro na tarde desta sexta-feira (13), o governador Wilson Witzel determinou o fechamento de salas de teatros do estado pelo período de 15 dias. A medida visa a prevenção contra a pandemia do novo coronavírus, que já teve 16 casos confirmados no Rio de Janeiro, e afeta também cinemas, casas de shows e escolas das redes públicas e particular.

O período da paralisação é de 15 dias, podendo ser prorrogado por mais 15. De acordo com o governador, a intenção é evitar aglomeração de pessoas nestes locais para que o vírus não se transmita tão rapidamente.

— Reuni representantes do poder judiciário, do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, da defensoria pública, e do Ministério Público Federal para juntamente com o doutor Edmar (Santos, secretário estadual  de saúde) explicar as providências necessárias para não haver um imediato agravamento da crise. O vírus se transmite muito rapidamente quando há aglomeração. E se evitarmos as aglomerações, nós não teremos uma crise aguda, e poderemos ter, assim, condições de tratar aqueles que forem infectados — explicou.

O governador, que criou um Gabinete de Crise para monitorar a epidemia, assinou, durante a transmissão online ao vivo, um decreto no qual constam tais medidas. Elas passarão a valer após a publicação do documento no Diário Oficial.

Na transmissão Witzel destacou ainda que visitas íntimas e de familiares a presídios estão suspensas – as de advogados deverão ser conversadas previamente com a administração penitenciária. Outra preocupação comentada por Witzel é com relação ao abastecimento de mercados. Ele pretende se reunir com fornecedores.

Já o secretário de saúde Edmar Santos também mencionou a importância de se evitar aglomerações e sugeriu que quem não tiver exigida a presença física no emprego, que trabalhe no esquema home office, ou seja, de casa.

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