Com Ana Beatriz Nogueira e Alinne Moraes, drama ‘Relâmpago Cifrado’ estreia no Teatro Petra Gold

Do Rio Encena

Ana (E) e Alinne se reencontram no palco após trabalharem juntas na TV Foto: Divulgação

Diante de uma disseminação desenfreada de fakenews, o que deixa cada vez mais difícil a missão de distinguir fatos de boatos, não parece tão distante o dia em que uma pessoa vai parar e se perguntar se tudo o que viveu até então foi verdade. Pois é uma situação como esta que o espetáculo “Relâmpago Cifrado”, que estreia no Teatro Petra Gold, antigo Teatro do Leblon, nessa sexta-feira (08), às 20h (com ingressos já esgotados), retrata através de duas médicas vividas por Ana Beatriz Nogueira e Alinne Moraes.

Com texto de Gustavo Pinheiro e direção da dupla Leonardo Netto e Clarisse Derzié Luz, as atrizes interpretam, respectivamente, as doutoras A e B. Enquanto a primeira é reconhecida e respeitada por sua ética e por sua ligação com valores humanos na medicina, a segunda é notada pela ambição como uma de suas principais características.

O encontro entre as duas se dá porque B precisa de uma carta de recomendação para ser aceita numa especialização muito almejada. O clima entre elas, no entanto, não é dos mais amistosos, o que faz com que as reuniões sejam difíceis e as discussões sobre ética, constantes. Tal relação conturbada vai se arrastando até a revelação de um acontecimento passado mudar o rumo da história de ambas.

“Relâmpago Cifrado”, cujo título foi retirado do livro “As Impurezas do Branco”, de Carlos Drummond de Andrade, marca o reencontro no palco de Ana Beatriz e Alinne, que já haviam trabalhado juntas na TV, na novela “Além do Tempo” (TV Globo).

— Quando fui convidada pela Ana, essa grande atriz que fará 35 anos de carreira, para junto com ela apresentar ‘Relâmpago Cifrado’, aceitei imediatamente, sem conhecer o texto. Só de estar ao seu lado no palco, já é maravilhoso. Ao ler a peça junto com ela e a equipe, me dei conta da grandiosidade da história. O embate entre as personagens, a trajetória do primeiro encontro até o último é transformador. Não só para elas, como para nós atrizes e todo o público — conta Alinne.

— O jogo de cena, o encontro com Alinne no palco, o texto afiado do Gustavo… Tudo me encanta. Parceiros antigos e novos, gente de teatro, gigantes e firmes… Tudo me encanta — complementa Ana Beatriz.

O espetáculo segue em cartaz até 22 de dezembro, com apresentações também sábados e domingos, no mesmo horário das 20h. Os ingressos vão de R$ 35 (meia) e R$ 80 (inteira), variando de acordo com o dia da sessão.

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