CÍCERO – A ANARQUIA DE UM CORPO SANTO

Foto: Divulgação

Local: Teatro Municipal Maria Clara Machado
Endereço: Planetário da Gávea – Rua padre Leonel Franca, Nº 240 – Ipanema.
Telefone: (21) 2274-7722
Sessões: Sexta e sábado às 20h; domingo às 19h
Período: 05/07 a 28/07
Elenco: Samir Murad
Direção: Daniel Dias da Silva
Texto: Samir Murad
Classificação: 14 anos
Entrada: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Não informado
Gênero: Drama
Duração: 70 minutos
Capacidade: 177 lugares
Sinopse: O Brasil tem na figura de Padre Cícero (1844-1934) um exemplo de dedicação à fé cristã. No Nordeste, onde ficou conhecido como “padim Ciço”, o sacerdote ganhou uma dimensão ainda maior, sendo venerado até hoje (sua estátua em Juazeiro do Norte é um exemplo disso). Por trás de cada mito há a figura humana. No caso de Cícero, o indivíduo Cícero Romão Batista, nascido no Crato, Ceará. Esse homem, com suas angústias, idiossincrasias e características que o marcaram é a figura central de “Cícero – A anarquia de um corpo santo”, novo solo do ator Samir Murad. O espetáculo, escrito e idealizado pelo próprio ator, encerra a trilogia sobre Teatro, Vida e Genealogia, iniciada em 2001 com “Para acabar de vez com o julgamento de Artaud” (escolhido um dos dez melhores espetáculos daquele ano pela crítica Bárbara Heliodora) e continuada com “Édipo e seus duplos” (2008). Em ambos, o trabalho físico do ator foi uma ferramenta de suma importância para contar as histórias. E isso ainda é latente em “Cícero – A anarquia de um corpo santo”. Samir Murad tem nos desígnios de Antonin Artaud (1896-1948) um norte para seu trabalho de ator. Murad parte do princípio de que o ator é o principal construtor da cena. De pé sobre uma extensa passadeira, que lhe serve de cenário, ele está sozinho em cena. Sozinho em  termos… Ele usa de seu corpo e voz para nos mostrar esse Cícero que está nos estertores de sua vida, já com a visão debilitada e sofrendo das agruras intestinais. Esse é o ponto de partida da trama, na qual diferentes relatos e narrativas (alguns cantados como ladainhas) são minuciosamente costurados como nas tramas de uma bordadeira.

* Segundo informações do teatro e/ou da produção do espetáculo

PUBLICIDADE