Teatro do Jardim Botânico: novo administrador deve ser conhecido nessa terça-feira

Luiz Maurício Monteiro

O antigo Teatro Tom Jobim fica dentro do parque natural do Jardim Botânico Fotos: Divulgação

Sem atividades regulares desde janeiro de 2017, o Teatro do Jardim Botânico (antigo Tom Jobim) está prestes a ter um novo administrador. Nessa terça-feira (03/07), será realizado um pregão eletrônico, comandado pelo pregoeiro Gustavo Klotz Tato, que vai escolher a melhor proposta inscrita no processo de licitação para Concorrência Pública de Técnica e Preço. A probabilidade é que o vencedor seja conhecido no mesmo dia, desde que não haja recurso impetrado por uma empresa concorrente. Neste caso, haverá um segundo prazo de 15 dias.

Segundo o edital lançado neste mês, caberá à vencedora “o gerenciamento, a operacionalização e a execução das ações e serviços de cultura” no teatro, que pertence à esfera federal e é de responsabilidade do JBRJ (Jardim Botânico do Rio de Janeiro) – órgão que também faz a gestão do parque natural homônimo. Mas antes de assinar o contrato de cinco anos – que poderá ser prorrogado por no máximo 20 anos – será necessário respeitar alguns prazos.

Após ser declarada vencedora, a concessionária terá um mês para apresentar os projetos de gestão e adequação do espaço. Na sequência, o JB terá 15 dias para aceitar tais projetos. Passada esta etapa, serão mais cinco meses para a realização de obras na área total de 1.458,66m² do equipamento. Neste espaço, estão a sala de espetáculos com capacidade para 400 pessoas, quatro camarins, um foyer, duas salas laterais e um escritório.

Ainda de acordo com o edital, sairá vencedora a licitante que fizer a proposta com maior taxa mensal de ocupação, levando em consideração a contrapartida mínima mensal para a concessão prevista, que é de R$ 30.080, correspondendo a R$ 360.960 pelo prazo de um ano. Antes disso, porém, será preciso cumprir certas exigências, entre elas, uma das mais básicas: atuar no ramo de atividade compatível com o objetivo da licitação, ou seja, cultura, com o período mínimo de dois anos de experiência.

O equipamento está sem atividades regulares desde janeiro do ano passado

Depois que o então Teatro Tom Jobim fechou no primeiro mês do ano passado – depois de encerrado o contrato com Paulo Jobim, filho do maestro que dava nome à sala e administrador desde a fundação em 2008 – havia a expectativa pela reabertura em questão de meses. Entretanto, devido a exigências da Instrução Normativa 05/2017, expedida pelo Governo Federal, o edital precisou passar por modificações e acabou ficando para este mês de junho.

Neste período de recesso, o equipamento recebeu o espetáculo “O Inevitável Trem”, que cumpriu uma curta temporada no meio do ano. Com o local desocupado há meses, a produção teve que providenciar melhorias, como pintura das paredes, limpeza do chão (que já estava com lodo e limo), higienização das cadeiras e instalação de lâmpadas e outros equipamentos.

 

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