‘Se identificam’, garante atriz sobre reação do público a ‘O Doente Imaginário’, clássico de Moliére do Século XVII

Luiz Maurício Monteiro

Pode um texto escrito no século XVII seguir atual em pleno 2017? Se a obra for de Moliére (1622-1673), a resposta é “sim”. Quem garante é Glaucia Rodrigues, uma das protagonistas de “O Doente Imaginário”, montagem da Cia. Limite 151 sobre o original do dramaturgo francês que está em cartaz no Teatro Eva Herz, no Centro. Sobre um hipocondríaco que quer casar a filha com um médico, a peça faz uma crítica bem humorada aos interesses pessoais que podem surgir de uma situação como esta, independentemente da época.

— A gente montou em 2015, mas hoje, (as pessoas) se identificam mais – afirma Glaucia, em entrevista ao “Quem Encena”, da RIO ENCENA TV, referindo-se à estreia do espetáculo, dois anos atrás.

“O Doente Imaginário” é só mais um clássico no currículo da Cia. Limite 151, que só do próprio Moliére, já encenou “O Avarento”, “Tartufo”, “As Preciosas Ridículas”, “As Malandragens de Escapino” e “As Eruditas”. De outros grandes autores, por exemplo, montaram “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna (1927-2014); e “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues (1912-1980), entre outros. No vídeo abaixo, a atriz lembra como o grupo começou a seguir essa linha de trabalho e também comenta as adaptações que vez ou outra são realizadas nestas obras.