Prêmio do Humor 2019: piadas da homenageada Berta Loran e ‘A Invenção do Nordeste’ são os destaques

Luiz Maurício Monteiro

Pedro (E) entregou o prêmio de melhor peça a Quitéria, Henrique (xadrez) e à toda equipe de “A Invenção do Nordeste”

Uma premiação que se chama Prêmio do Humor não poderia ter o discurso da homenageada marcado de outra forma que não por gargalhadas. Na terceira edição do projeto idealizado por Fábio Porchat – cujo objetivo é valorizar e reconhecer os artistas de comédia do país – a cerimônia de entrega, realizada na noite desta terça-feira (19) no Jockey Club, na Gávea, o roteiro e o protocolo viraram coadjuvantes logo de cara, dando espaço para o humor que teve seu ápice quando a veterana atriz Berta Loran, que completa 93 anos no próximo dia 23, subiu ao palco para ser homenageada.

Ao lado de Porchat e de Heloísa Perissé e Maria Clara Gueiros, que entregaram o troféu em sua homenagem, Berta – que nasceu na Polônia e veio para o Brasil ainda criança – não poupou humor (e palavrões) para divertir os convidados. No repertório, piadas com espermatozóides, judeus (à qual disse não se preocupar em contar por “ser judia”) e políticos, entre outras (assista no vídeo abaixo). Para encerrar, recitou o poema “Ser Atriz”, de sua própria autoria e com o qual já se apresentou diversas vezes ao longo da carreira, contando os altos e baixos da carreira artística.

— Ser atriz é ser respeitada, admirada e aclamada por um país imenso como é o Brasil. Ser atriz, enfim, é dar tudo de si pela arte porque em troca a gente é tão abençoada, recebe tanto carinho, tanto amor, que não cabe no céu, no mar, neste chão. Mas cabe todo no meu coração — diz o poema.

Além de Berta, outro destaque da noite foi o espetáculo “A Invenção do Nordeste”, que venceu três das cinco categorias da premiação- que deu R$ 5 mil a cada ganhador e foi definida pelo júri formado por Aloísio de Abreu, Sura Berditchevsky, Claudio Torres Gonzaga, Benvindo Sequeira e Rafael Teixeira.

O Grupo Carmim, responsável pela montagem, saiu vencedor nas categorias Peça, Direção (Quitéria Kelly) e Texto (Henrique Fontes e Pablo Capistrano). Completaram a lista de ganhadores, Fabiano Krieger pelas músicas de “A Vida Não É um Musical – O Musical” na categoria Especial, e Pedroca Monteiro, como Performance, por “O Condomínio”.

— Vida longa ao humor – bradou Henrique Fontes, no palco, ao lado dos companheiros.

Pedroca Monteiro (E) ganhou na categoria Peformance e Fabiano Kireger, na Especial Fotos: Luiz Maurício Monteiro

E o humor, como não poderia deixar de ser, foi o mais exaltado da noite. Num evento que reuniu humoristas de diferentes gerações, como os experientes Pedro Paulo Rangel e Bemvindo Sequeira, além dos mais jovens, Gui Santana e Zéu Brito, o anfitrião Fabio Porchat conduziu a festa com improviso e ironia. No momento em que justificou o número reduzido de categorias, por exemplo, disse que o que interessava era o comes e bebes pós-cerimônia.

Bom humor não faltou também aos convidados que entregaram os prêmios. Luís Fernando Guimarães, Amir Haddad, Nanny People, Jefferson Schroeder, Heloísa e Maria Clara exaltaram o gênero cômico também e apostaram no improviso, deixando a noite, claro, ainda mais divertida.

Confira abaixo outras fotos da festa:

Fábio Porchat, idealizador do prêmio, e Berta Loran, a grande homenageada da noite

Tadeu Mello

Bemvindo Sequeira, um dos jurados

Daniela Fontan, que concorreu na categoria Performance

Gui Santana

Heloísa Perissé, Luis Fenanado Guimarães e Adriana Garambone

Heloísa Perissé e Maria Clara Gueiros entregaram o troféu em homenagem à Berta

Luís Lobianco

Pedro Paulo Rangel, convidado para entregar o prêmio de melhor peça

Rodrigo Santana (E), que concorria em Performance, e seu companheiro o roteirista Júnior Figueiredo

Romeu Evaristo

Zéu Britto, que concorreu em Texto, Performance, Peça e Especial

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