Premiado drama ‘Um Bonde Chamado desejo’, com Eduardo Moscovis, chega ao Teatro XP Investimentos

Do Rio Encena

Eduardo Moscovis e Maria Luísa Mendonça vivem os protagonistas da trama Foto: João Caldas/Divulgação

Depois de duas bem sucedidas temporadas (2015 e 2016) em São Paulo, com direito a premiações, o drama “Um Bonde Chamado Desejo” chega ao Rio de Janeiro no último fim de semana deste mês. Com um elenco encabeçado por Eduardo Moscovis e Maria Luiza Mendonça, o espetáculo, que descreve um tenso embate familiar, estreia no próximo dia 28 (sábado), às 21h, no Teatro XP Investimentos, antigo Teatro do Jockey, na Gávea.

O texto do renomado autor norte-americano Tennessee Williams (1911-1983), traduzido pelo diretor Rafael Gomes, começa com a sonhadora Blanche DuBois se mudando para a casa da irmã, Stella, a fim de fugir de um passado que insiste em atormentá-la. Ao chegar ao novo lar, no estado de Nova Orleans, ela logo entra em atrito com Stanley Kowalski, seu cunhado vulgar e grosseiro.

A partir deste violento embate, o espetáculo joga com particularidades de linguagens distintas, do teatro e do audiovisual, para tratar de ética e moral ao longo da trama.

– “Por que montar ‘Um Bonde Chamado Desejo?”’. Essa foi a primeira pergunta que me fizeram. Penso que é para poder responder a essa pergunta. Mas o que eu sei, com certeza, é por quê eu não montaria: se fosse para fazer uma encenação “clássica” e naturalista. Não montaria se não pudesse fazer este trabalho dialogar com o mundo e as circunstâncias que vivemos hoje – acrescenta o diretor Rafael Gomes.

A montagem de Rafael faturou seis prêmios nas principais premiações do circuito teatral paulista. No Prêmio Arte Qualidade Brasil, ganhou como Melhor Drama e Melhor Atriz (Maria Luísa Mendonça); no Prêmio Apca (Associação Paulista de Críticos de Arte) como Melhor Atriz; no Aplauso Brasil como Melhor Atriz; e no Shell como Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Cenário (André Cortez).

“Um Bonde Chamado Desejo” estreou na Broadway em 1947 com direção de Elia Kazan (1909-2003) e Marlon Brando (1924-2004) e Jessica Tandy (1909-1994) nos papéis principais. Quatro anos depois, a dramaturgia de Williams foi levada para os cinemas, mais uma vez com Kazan e Brando, mas com Vivian Leigh (1913-1967) interpretando Blanche.