O ESPECTADOR CONDENADO À MORTE

Foto: Pablo Henrique/Divulgação

Local: Teatro Maria Clara Machado
Endereço: Planetário da Gávea – Rua padre Leonel Franca, Nº 240 – Gávea.
Telefone: (21) 2274-7722
Sessões: Sexta e sábado às 21h; domingo às 19h
Período: 08/02 a 24/02
Elenco: Anna Bittencourt, Anna Luiza Marques, Bernardo Marques, Bia Ribeiro, Bia Santana, Camila Sigiliano, Camila Swan, Lucas Nog, Luca Porto, Lúcio Martinez, Mayara Turbino, Matheus de Cerqueira, Renan Mayer, Romário Saraiva e Victória Barreto
Direção: Adriana Maia
Texto: Matéi Visniec (tradução de Fábio Fonseca de Melo)
Classificação: Não informada
Entrada: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Quarta a domingo a partir das 14h
Gênero: Comédia
Duração: Não informada
Capacidade: 117 lugares
Sinopse: A peça é uma comédia impetuosa de humor negro, que satiriza o sistema judiciário e os julgamentos arbitrários da sociedade moderna. A história se passa dentro de uma sala de tribunal, que não leva em conta nenhuma inocência de um suposto acusado, atribuindo erros que fariam qualquer pessoa, por mais inocente que seja, se tornar um réu. O inusitado reside em colocar em julgamento uma pessoa que faz parte do público: um espectador é condenado pelo tribunal de um novo gênero teatral, pois permanece imóvel em relação às propostas do diretor, dos atores e, em última análise, do autor. Juiz, procurador, defensor, escrivão, cada um tem o seu ponto de vista. E as testemunhas são os funcionários do teatro que são arrolados para dar o seu depoimento: o bilheteiro, a camareira, a garçonete do bar, o diretor, o escritor… É teatro dentro do teatro. A famosa quarta parede teatral é irreversivelmente bombardeada: realidade e ficção se misturam. A escolha do local – a sala de um tribunal – incorpora todos os espectadores neste processo (de justiça ou de ensaio?) para que o público realmente se perceba como um membro de uma corte judicial. Mas quem está cena em cena: membros de um tribunal ou atores em ensaio? Aos poucos, cada vez mais solitários diante de si mesmos, o tribunal e as testemunhas passam da acusação à autocrítica: todo mundo é culpado quando a justiça não é o que deveria ser; quando a encenação não é o que parece ser.

* Segundo informações do teatro e/ou da produção do espetáculo

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