Musical ‘Godspell’, com direção de João Fonseca, volta ao cartaz com temporada no Teatro Serrador

Do Rio Encena

A ideia da peça é subverter a estética e a narrativa associadas à figura de Jesus Foto: Alice Venturi/Divulgação

O Teatro Serrador recebe a partir da próxima semana a nova temporada de “Godspell”. Dirigido por João Fonseca, o musical reestreia na terça-feira (05), às 19h30, e segue em cartaz até o próximo dia 26, com sessões também às quartas, no mesmo horário – a exceção será a a última semana, quando a quarta será trocada pela segunda. Depois de estrear no Teatro Ipanema em 2015 como uma prática de montagem com alunos do Ceftem (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical), o espetáculo se tornou profissional com a compra dos direitos autorais da peça original da Broadway (dos anos 70) de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak.

“Godspell” tem a proposta de subverter a estética e a narrativa normalmente associadas à figura de Jesus Cristo. Sem querer desrespeitar ou desvirtuar, o texto tenta aproximar a essência de Jesus da realidade das pessoas. E como se trata de um musical, esta ideia é acompanhada de músicas de pop-rock, além de parábolas e até humor.

— – As parábolas, as canções e as cenas divertidas de “Godspell” traçam o caminho de cada integrante do grupo para compreender a filosofia do “bem viver”, proposta no Evangelho de São Matheus, como um caminho para transformar o processo caótico que rege as relações humanas na sociedade atual. Dito isso, longe de ser veículo de uma mensagem religiosa, “Godspell” é engraçada, emocionante, jovem, popular, acessível e resgata a essência da mensagem do evangelho: a tolerância e o amor — explica Caio Loki, responsável pela designer de arte e figurino.

Já Lyv Ziese, uma das integrantes do elenco de 17 atores-cantores, acredita que a remontagem do espetáculo acontece num momento propício, em que tanto se fala em ódio e intolerância.

— O amor em primeiro lugar, é isso que “Godspell” quer nos mostrar. E esse discurso se faz muito atual, já que vivemos em tempos tão difíceis e decisivos, quando constantemente somos levados à guerrear com nossos pares -– literalmente e metaforicamente.  O nosso espetáculo e a nossa companhia viram necessária a nossa volta aos palcos para levar essa mensagem sobre amizade, lealdade e amor — acrescenta a atriz.

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