Musical em homenagem a Belchior realiza curta temporada no Teatro João Caetano

Do Rio Encena

O espetáculo ressalta não só a história, mas também a filosofia do músico (Divulgação)

Um dos mais notáveis compositores da história da MPB, Belchior terá sua história e filosofia exaltadas nos palcos. Escrito pela dupla Cláudia Pinto e Pedro Cadore, que também assina a direção, “Belchior: Ano Passado eu Morri, mas este Ano eu Não Morro – O Musical” estreia nessa sexta-feira (05), às 19h, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, passando por momentos importantes da trajetória do artista falecido em 2017, aos 71 anos. Com ingressos a partir de 20 (meia), o espetáculo segue em cartaz somente até o próximo dia 28, com sessões também aos sábados, no mesmo horário, e domingos, às 18h.

No palco, Pablo Paleogo interpreta Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes e contracena com Bruno Suzano, que dá vida ao Cidadão Comum, personagem presente em algumas letras do compositor cearense. Tal figura seria uma fatia da juventude que nunca consegue ir atrás de seus sonhos e se vê obrigada a se conformar com alguns padrões estabelecidos pela sociedade.

Em sua trajetória retratada na montagem, Belchior deixa sua cidade natal Sobral, no norte do Ceará, para se aventurar no eixo Rio-São Paulo no início do anos 70. A fim de emplacar suas composições nos grandes e populares festivais de música da época, ele começa a ganhar fama ao ver duas de suas músicas virarem sucesso no espetáculo “Falso Brilhante” graças à voz de Elis Regina: “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais”.

Tempos depois, já consagrado, Belchior passa adotar uma postura mais discreta, longe dos holofotes. Em seus últimos 10 anos de vida, shows, aparições públicas e entrevistas passaram a ficar cada vez mais raros.

Natural de Sobral, no Ceará, Belchior morreu em 2017, aos 71 anos Foto: Divulgação

Além do texto, construído a partir de trechos de entrevistas do próprio músico, o espetáculo conta ainda com uma trilha sonora de 15 canções de Belchior, que são executadas ao vivo por uma banda formada por Cacá Franklin (percussão), Dudu Dias (baixo), Emilia B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado) e Rico Farias (violão/guitarra).

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