Mostra ‘Ultrajado – Uma Ocupação Preta’ leva teatro e outras linguagens a seis palcos do Rio de Janeiro

Do Rio Encena

“Traga-me a Cabeça de Lima Barreto” e “Mercedes” são duas das atrações da mostra Fotos: Divulgação

A partir de uma reunião de diferentes linguagens artísticas, a mostra “Ultrajado – Uma Ocupação Negra” começa nesta terça-feira (07) com dois claros objetivos: exaltar a produção cultural negra e promover uma troca artística em âmbito nacional. Até o próximo dia 29, o evento vai levar apresentações de teatro, dança, performance e exposição, além de mesas de debate, a seis diferentes espaços do Rio de Janeiro.

Com ingressos a preços populares – de entrada franca a R$ 30 – o evento, idealizado pelo Grupo Emú, apresentará os espetáculos ‘Mercedes’, do Grupo Emú; ‘Eles não usam tênis Nike’, da Cia Marginal; ‘Traga-me a cabeça de Lima Barreto’, da Cia dos Comuns; ‘Além do Ponto’, da Cia Os Crespos, que está estreando no Rio; além do infantil  ‘Boquinha… E assim surgiu o mundo’, terceiro espetáculo infantil de Lázaro Ramos.

Já os espaços selecionados para as atrações são o Teatro Carlos Gomes, a Casa das Pretas, o Instituto Black Bom e o Terreiro Contemporâneo, todos no Centro; o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais , no Largo São Francisco; e o Parque das Ruínas, em Santa Teresa. Confira a programação completa abaixo:

TEATRO

“Mercedes”

Local: Teatro Carlos Gomes
Endereço: Rua Pedro 1º, Nº 4 – Centro.
Telefone: (21) 2215-0556/2224-3602
Sessão: Terça (07) às 20h30
Classificação: 12 anos
Entrada: R$ 30
Duração: 70 minutos
Capacidade: 685 lugares
Sinopse: O espetáculo Mercedes propõe uma inovação na linguagem cênica ao utilizar o gestual da dança criado pela bailarina Mercedes Baptista como recurso de interpretação teatral. A peça, através de artes integradas, aborda a vida primeira bailarina negra a compor o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e principal precurssora da dança afro-brasileira pelo mundo. Sua estreia foi na Arena do Espaço Sesc de Copacabana em 2016 e já circulou por 5 cidades do Estado do Rio de Janeiro, tendo por participado da Mostra Olonadé (Cia dos Comuns) e por Minas Gerais, na Mostra Benjamin de Oliveira. Sua última circulação realizada pelo FESTIVAL X- TUDO CULTURAL, do Sesi, foi sucesso de público, atraindo cerca de mil pessoas para as apresentações e oficinas.

“ELES NÃO USAM TÊNIS NIKE”

Local: Teatro Carlos Gomes
Endereço:
Rua Pedro 1º, Nº 4 – Centro.
Telefone:
(21) 2215-0556/2224-3602
Sessão: Segunda (13)  às 20h30
Classificação: Não informada
Entrada: R$ 30
Duração: Não informada
Capacidade: 685 lugares
Sinopse: É a mais nova produção da Cia Marginal. Baseado em texto premiado da dramaturga carioca Márcia Zanelatto, o espetáculo se passa numa favela do Rio de Janeiro, onde um pai e uma filha se reencontram depois de muitos anos. Ele foi traficante nos anos 80/90, quando o tráfico ainda mantinha um vínculo moral com a comunidade, e ela é uma jovem integrante do tráfico nos dias atuais. O embate ideológico entre dois personagens é representado em cena por cinco atores que se alternam sucessivamente nos dois papéis, num jogo cênico em que nenhuma posição é fixa e a ficção está sempre sob o risco da realidade. A peça estreou em 20 de agosto de 2015 no Teatro Glauce Rocha (Rio de Janeiro), dentro da ocupação Grandes Minorias (Funarte / MINC).

“TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO”

Local: Teatro Carlos Gomes
Endereço:
Rua Pedro 1º, Nº 4 – Centro.
Telefone:
(21) 2215-0556/2224-3602
Sessão: Segunda (13) às 19h
Classificação: 14 anos
Entrada: R$ 30
Duração: 70 minutos
Capacidade: 685 lugares
Sinopse: Espetáculo interpretado por Hilton Cobra, com direção de Fernanda Júlia (NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas) e dramaturgia de Luiz Marfuz, propõe uma imersão na contribuição da obra do provocativo escritor, celebrando os 135 anos de seu nascimento, os 15 anos da Cia dos Comuns e os 40 anos de carreira artística de seu diretor Hilton Cobra. O texto fictício parte logo após a morte de Lima Barreto, quando os eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia e para esclarecer “como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias – romances, crônicas, contos, ensaios e outros alfarrábios – se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças superiores?” A partir desse embate com os eugenistas a peça mostrará às várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, sua vida, família, a loucura, o alcoolismo, sua convivência com a pobreza, sua obra não reconhecida, racismo, suas lembranças e tristezas.

“Além do Ponto”

Local: Terreiro Contemporâneo
Endereço: Rua Carlos de Carvalho, 53 – Centro.
Telefone: (21) 98171-0821
Sessão: Quarta (29) às 19h
Classificação: 18 anos
Entrada: R$ 30
Duração: 90 minutos
Capacidade: Não informada
Sinopse: Um casal heterossexual, em separação, move-se entre pedaços de histórias e tenta reconhecer, ao final do relacionamento, os motivos de suas dificuldades no amor. Através de um jogo que envolve inclusive a improvisação premeditada dos atores, a história pregressa de cada personagem é revisitada, quando, depois de algum tempo separados, o casal se reencontra, a mala de recordações é aberta e, um a um, os nós da dor começam a ser desfeitos. Ao final de nove encontros e diante do questionamento sobre um “final feliz”, a história perde seu caráter privado e passa a ser uma tarefa coletiva, onde os atores abrem a obra para um final diferente, escolhido pelo público, a cada dia. O cenário reproduz um apartamento em que, móveis amontoados, utensílios domésticos, caixas no chão, livros e discos espalhados, tudo está prestes a ser dividido e transformado. A trilha sonora é executada ao vivo pela dh, que também atua como um cupido urbano na história. Inédito na cena carioca, Além do Ponto é o primeiro espetáculo da trilogia “Dos Desmanches aos Sonhos – Poética em Legítima Defesa”, cujo foco é investigar através de pesquisa cênica-áudio- visual o impacto da escravidão e as esferas das relações entre afetividade, negritude e gênero no Brasil, com uma trilogia de espetáculos que abordam as relações intersubjetivas de desejo e construção de identidade.

CIRCO & TEATRO

“Boquinha… E assim surgiu o mundo”

Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, Nº 169 – Santa Teresa.
Telefone: Não informado
Sessão: Segunda (20) às 16h
Classificação: Livre
Entrada: R$ 30
Duração: Não informada
Capacidade:  86 lugares
Sinopse: Num espetáculo que une o circo e o teatro, Boquinha, um pequeno ser feito de dobraduras de papel, guia as crianças em uma mágica viagem pelo mundo. Boquinha conta a história do surgimento do mundo inspirado em contos e lendas de diferentes culturas. Boquinha conta a história do surgimento do mundo de uma forma bastante inovadora. Neste espetáculo, o autor e diretor Lázaro Ramos propõe uma divertida viagem no tempo encenada apenas por um ator e uma folha de papel! Em Boquinha, o ator Orlando Caldeiras e seu grande amigo feito de dobraduras de papel, despertam a imaginação e a criatividade da criançada guiando-as em uma viagem mágica para contar como surgiu o mundo. Com o texto inspirado em mitologias e contos africanos, Indus e de outras culturas, BOQUINHA retoma a tradição de se contar e ouvir histórias e mostra que basta uma boa história para nos fazer viajar! Lázaro Ramos lançou o livro infantil “A Velha Sentada” em 2010 e está cada vez mais dedicado a este público. Depois de escrever o texto do espetáculo “As Paparutas” adaptou seu livro infantil para o teatro, o que resultou no espetáculo “A Menina Edith e a Velha Sentada”, dirigido pelo próprio autor. A montagem rendeu a Lázaro o prêmio de melhor direção no Prêmio Zilka Salaberry de Teatro Infantil, a Orlando Caldeira a indicação ao prêmio de melhor ator e cinco indicações para o espetáculo (melhor texto, melhor figurino e melhor trilha sonora). Agora Lázaro Ramos monta mais uma obra voltada para as crianças: BOQUINHA. Neste espetáculo, o ator e circense Orlando Caldeira, utiliza o circo, a manipulação e a música para contar essa história de forma lúdica e divertida, estimulando a imaginação e despertando a curiosidade das crianças.

DANÇA

“ARTUR, Ensaio Primeiro “

Local: Teatro Carlos Gomes
Endereço:
Rua Pedro 1º, Nº 4 – Centro.
Telefone:
(21) 2215-0556/2224-3602
Sessões: Quartas (08, 15 e 22) às 19h
Classificação: 16 anos
Entrada: R$ 30
Duração: Não informada
Capacidade: 685 lugares
Sinopse: No universo de Artur Bispo do Rosário são imprecisos os limites entre o real e o irreal, o consciente e o inconsciente, a razão e a loucura, a fé e o delírio, a febre e o surto, o visível e o invisível, o humano e a divindade. Sua produção amalgama misticismo e arte de maneira sutil, instigante, densa, inteligente e permite estabelecer diálogos com muitos caminhos tomados pela produção artistica do século XX. Bispo possuía antenas de alta captação e irradiação, e é por isso que sua obra trava conversações com a atual produção de arte e com um grande legado do modernismo e das primeiras proposições chamadas de contemporâneas: a apropriação de Marcel Duchamp: a anti-arte do dadaísmo: a conexão absurda de objetos do surrealismo: as acumulações do novo realismo francês: o resgate do descarte promovido pela new dada: a ligação entre arte e vida proposta pela performance: as gambiarras de arte contemporânea brasileira dadas como resposta à precariedade estrutural vivida no país.

PERFORMANCES

“Fragmentos de um Descompasso”

Local: Casa das Pretas
Endereço: Rua dos Inválidos, 122 – Centro.
Telefone: Não informado
Sessão: Domingo (26) às 19h
Classificação: Livre
Entrada: R$ 10
Duração: 50 minutos
Capacidade: Não informada
Sinopse: Pequenos recortes do cotidiano convidam o público a uma reflexão proativa, acerca de temas que afligem a todos e todas, cujo combustível é o preconceito. Tudo com pitadas de humor, colheradas de realidade e xícaras de muito afeto. Partindo de próprias vivências e do que vê, ouve, sente, sonha, imagina ou testemunha, a atriz, cantora, e escritora Verônica Bonfim, propõe uma performance poético-música-teatralizada e participativa, para que o público se sinta motivado a refletir, se observar e agir frente a questões como: misoginia, racismo, LGBTfobia, intolerância religiosa, xenofobia e auto-ódio.

“Ei, Mulher”

Local: Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, Nº 169 – Santa Teresa.
Telefone: Não informado
Sessão: Terça (21) às 19h
Classificação: Livre
Entrada: Franca
Duração: Não informada
Capacidade:  86 lugares
Sinopse: Pautada no corpo poético do feminino negro com base nas matrizes africanas e a dança dos orixás, revisitando a subjetividade criativa da mulher negra contemporânea que bebe na fonte da tradição de nossa cultura e a ressignifica, despertando sensibilidade e potencializando os corpos cênicos negros. Uma coletânea de poesias, relatos, contos, fotos e artigos do período de fecundação, gestação, parto e puerpério, de um matrimônio fruto do encontro de duas jubas contentes. Foi a partir desses relatos amorosos, um convite para que os leitores fruíssem dessa experiência junto com a autora, a atriz Adriana Rolin, que começa a ser gestada ao mesmo tempo a Performance Ei, Mulher. Os poemas do livro Cria Jubal percorriam toda a vivência do tornar-se mãe sob a ótica da Mulher – Mãe – Negra – Periférica. Sua transposição poética somada à pesquisa sobre a cultura afro-brasileira e suas matrizes estéticas e filosóficas fez surgir a performance de rua. Nesse processo de ressignificação do universo feminino e negro, Ei, Mulher referenda a identidade cultural do matriarcado negro, com seus ritos e cantos, instrumentos, turbantes, suas deidades e poesias, danças e artes.

“Negror – Panfletos Poéticos “

Local: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS – UFRJ)
Endereço: Largo São Francisco, 33 – Centro.
Telefone: Não informado
Sessão: Terça (28) às 17h30
Classificação: Livre
Entrada: Franca
Duração: 40 minutos
Capacidade: Não informada
Sinopse: Negror, Panfletos Poéticos, é uma peça panfleto itinerante que se utiliza do universo simbólico do boxe, para dar voz à luta contra o genocídio da Juventude Negra no Brasil. O boxe ou pugilismo hoje na contemporaneidade é um esporte de combate, no qual dois lutadores usam apenas os punhos, tanto para a defesa, quanto para o ataque. Antes de se tornar esporte, o boxe era um jogo de aniquilamento onde senhores brancos colocavam seus escravizados para o enfrentamento físico que culminava na morte de um dos oponentes, fazendo com isso o enriquecimento de senhores brancos e inserindo o boxe como uma dos maiores jogos de aposta do mundo. A ação é composta de quatro tiros performáticos, dramaticamente intitulados de assaltos. A Prerrogativa central é um aguardado combate de Boxe. Os personagens são dois lutadores, um juiz e uma moça do placar. Nesta escaleta, os personagens alegóricos encenam dramas reais, documentados, protocolados e alguns noticiados na mídia brasileira. Em cena temos dois jovens que foram mortos em chacinas distintas, a moça do placar encena uma jovem que teve seu namorado morto pela polícia, e por fim um Juiz que encarna uma voz que tem como função questionar a subjetividade e o senso comum brasileiro formado dentro do sistema de representação midiática que forma a opinião pública com a hiper criminalização da juventude negra.

“Transperiferia – Espetáculo Performático “

Local: Terreiro Contemporâneo
Endereço: Rua Carlos de Carvalho, 53 – Centro.
Telefone: (21) 98171-0821
Sessão: Quarta (29) às 22h30
Classificação: 18 anos
Entrada: R$ 10
Duração: 30 minutos
Capacidade: Não informada
Sinopse: Nascida e criada na favela da Rocinha, BLACKYVA é a junção das palavras Black e Diva somadas a letra Y que representa a Geração da internet, da desconstrução e do empoderamento. Com Inspiração em Beyonce, Tati Quebra Barraco e Shakespeare, a transsexualidade do ator William se manifesta nessa performance de FUNK, ARTE e POLÍTICA.

OFICINAS

“Memória e ativismo: práticas para a vivência e elaboração de uma poética negra”

Local: Terreiro Contemporâneo
Endereço:
Rua Carlos de Carvalho, 53 – Centro.
Telefone:
(21) 98171-0821
Data: Segunda (17) entre 14h e 16h
Classificação: 16 anos
Entrada: Franca
Inscrição: emugrupo@gmail.com
Capacidade: 20 pessoas
Sinopse: A proposta da oficina é estimular uma imersão pela história do Teatro Negro no Brasil, aliando técnicas de exploração cultural que auxiliam na busca pelo autoconhecimento e ajudam a construir os elementos do personagem, além de desenvolver a linguagem presente no processo teatral. Ministrante: Sidney Santiago Kuanza. Público alvo: Estudantes de Artes Cênicas, artistas e dramaturgos.

“Negro Olhar”

Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, Nº 169 – Santa Teresa.
Telefone: Não infrmado
Sessões: Terça (21) entre 14h e 17h
Classificação: Livre
Entrada: Franca
Inscrição: emugrupo@gmail.com
Capacidade: 20 pessoas
Sinopse: O projeto de oficina NEGRO OLHAR propõe um encontro, para entender como as referências de matriz africana interferem, permeiam, influenciam, e auxiliam na construção de um corpo em cena. O objetivo principal desta oficina é proporcionar uma experiência teatral nova, porque construída a partir de referências pouco ou não trabalhadas em escolas e cursos de teatro. Usando da dança de matriz africana e a dança dos orixás, como ferramenta para trabalhar a expressão corporal, Tatiana Tiburcio propõe uma leitura diferenciada de como o corpo cênico pode falar, interpretar e se expressar em cena através de um olhar mais abrangente sobre as possibilidades de representação a partir de referências afrocêntricas. Desenvolver uma construção de personagem a partir da visão de mundo Bantu, onde tudo esta interligado: corpo material e corpo sensível. Ministrantes: Tatiana Tibúrcio, Flávia Souza e Fábio Simões Soares Público alvo: Estudantes de Artes Cênicas, bailarinos, contadores de história.

LANÇAMENTO

Segunda Edição da Revista “Legítima Defesa – Uma Revista de Teatro Negro”, da Cia Os Crespos

Local: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS – UFRJ)
Endereço:
Largo São Francisco, 33 – Centro.
Telefone:
Não informado
Data: Terça (28) às 19h
Classificação: Livre
Entrada: Franca
Sinopse: Nesse segundo número a revista junta em suas páginas mulheres e homens negros, que compreendem o teatro como uma ação política de discussão social e ferramenta redimensionadora de nossas existências. A publicação segue discutindo sobre legado, memória e ativismo, fazendo intercâmbio com o teatro caribenho, discutindo escolhas estéticas e tecendo crítica teatral de espetáculos atuais, apresentando os textos de peças de dramaturgos negros, além da discussão sobe a imagem do negro nas polêmicas sobre black face e personagem negra.

MESAS

Terça (14)
Local: Casa das Pretas
Endereço: Rua dos Inválidos, 122 – Centro.
Telefone: Não informado
Sessões: 18h30 – Caminho até Mercedes
19h – Debate: Arte Negra e Produção (*apresentando o ingresso da sessão das 19h, o ingresso para a sessão de 20h30 sai a R$ 20/R$ 10 (meia)
Classificação: Livre
Entrada: Franca

Quarta (29)
Local: Terreiro Contemporâneo
Endereço: Rua Carlos de Carvalho, 53 – Centro.
Telefone: (21) 98171-0821
Sessões: 19h – Além do Ponto | Cia. Os Crespos
20h30 – Mesa Arte Negra Ultrajada – Paisagens Visíveis
22h30 – Transperiferia | Blackyva
Encerramento
Classificação: 13 anos
Entrada: R$ 30

* Segundo informações da produção do evento