Morre o ator Oswaldo Loureiro, aos 85 anos

Do Rio Encena

Oswaldo Loureiro sofria de Alzheimer e estava afastado da carreira desde 2011 Foto: Divulgação

Faleceu neste sábado (03), em São Paulo, o ator e diretor Oswaldo Loureiro. Aos 85 anos, ele, que nasceu no Rio de Janeiro, sofria de Alzheimer e estava longe da carreira artística desde 2011. Até a publicação desta nota, ainda não havia informações sobre horário e local do velório e do enterro.

Com cerca de 150 espetáculos no currículo, Oswaldo Loureiro, que era filho de uma cantora lírica e um ator e jornalista, começou no teatro antes dos 20 anos, na década de 50, quando entrou para a companhia da atriz franco-brasileira Henriette Morineau (1908-1990). Logo de cara, fez parte do elenco de uma peça de ninguém menos que Nelson Rodrigues (1912-1980), “Vestido de Noiva” (1955). Além desta, o ator esteve em outras duas montagens com texto do dramaturgo: “Beijo no Asfalto” (1961) e “Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas Ordinária” (1962).

Ainda nos anos 50, chegou a fazer “Otelo”, de William Shakespeare (1564-1616) e também recebeu da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT), o prêmio de ator revelação por sua atuação em “A Fábula do Brooklin”, do norte-americano Irwin Shaw (1913-1984). Já nas décadas seguintes, Oswaldo trabalhou com textos de outros autores renomados como “Se Correr o Bicho Pega, se Ficar o Bicho Come” (1966), de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar; “A Ópera dos Três Vinténs” (1967), de Bertolt Brecht; “Édipo Rei”, de Sófocles; “Gota D’água” (1975), de Chico Buarque e Paulo Pontes; e “Dois Perdidos Numa Noite Suja” (1977), de Plínio Marcos, entre outros.

Na TV, foram quase 40 novelas, com destaque para sucessos como “Cambalacho” (Globo, 1986), “Que rei sou eu?” (Globo, 1989) e “Pantanal” (Manchete, 1990), além da última, “A lua me Disse” (2005) . Já no cinema, foram cerca de 30 filmes,  como “O Homem nu” (1968) e “Se Segura, Malandro” (1978).

Um fato marcante na carreira de Oswaldo Loureiro foi sua luta sindical pelo reconhecimento da carreira de ator. Na década de 80, nos últimos anos da ditadura militar, ele chegou a presidir o Sindicato dos Artistas.

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