Morre o ator e comediante Paulo Silvino, aos 78 anos

Do Rio Encena

Paulo Silvino lutava contra um câncer de estômago desde o ano passado Foto: Divulgação

O ator e comediante Paulo Silvino faleceu na manhã desta quinta-feira (17), aos 78 anos. O artista carioca lutava contra um câncer no estômago desde julho do ano passado, tendo sido submetido, inclusive, a uma cirurgia, que não impediu que a doença se espalhasse. Segundo a Central Globo de Comunicação, ele estava em sua casa, na Barra da Tijuca, onde vinha realizando o tratamento, quando veio a óbito. Ainda não há definição sobre datas e horários do funeral e do enterro.

João Paulo Silvino, filho caçula do artista, fez uma homenagem ao pai em sua página no Facebook: “Que Deus te receba de braços abertos meu pai amado”.

Conhecido do grande público por suas atuações hilárias e bordões no programa Zorra Total (TV Globo), Paulo Ricardo Campos Silvino cresceu no teatro. Ele acompanhava seu pai, o comediante Silvério Silvino Neto, famoso nos anos 40 e 50 pelas paródias que fazia de figuras públicas do país.

Aos nove anos, subiu num palco pela primeira vez para soprar as falas a um ator que trabalhava numa peça com seu pai. Já na adolescência, enveredou pela música, muito por influência da mãe, a pianista e professora Noêmia Campos Silvino, mas desde já começava a mostrar gosto pelo humor. Na segunda metade da década de 50, durante uma apresentação no Programa César de Alencar, na Rádio Nacional, por exemplo, rasgou as próprias roupas e comeu um medalhão de ouro, que, na verdade, era um biscoito pintado.

Anos mais tarde, em 1962, voltou ao teatro, encorajado pelo amigo Glaucio Gill (1932-1965). Escreveu um espetáculo baseado em “Anjinho Bossa Nova”, música que havia composto e gravado no mesmo ano. Ao lado de amigos de infância no elenco e com cenário emprestado de uma produção de Dercy Gonçalves (1907-2008), Silvino fez sua estreia de fato no teatro. Já na temporada seguinte, com uma montagem profissional, foi elogiado pela crítica e ganhou no palco a companhia de nomes como Augusto César Vannucci (1934-1992) e Brigitte Blair.

“Cara, crachá”

No entanto, foi mesmo na TV que Paulo Silvino brilhou na carreira, principalmente no campo da comédia. Ainda na década de 60, chegou à Globo para o programa “Canal 0”.  Em seguida, emendou trabalhos em humorísticos como “Balança, mas não cai” (1968), “Faça Humor, Não Faça Guerra” (1970), “Uau, a Companhia” (1972), “Satiricom” (1973), “Planeta dos Homens” (1976) e Viva o Gordo (1981). Isso até chegar ao Zorra em 1999 e fazer sucesso com o porteiro Severino, famoso pelo bordão “cara, crachá”.

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