Mesmo em ruínas, Teatro Villa-Lobos será um dos palcos da nona edição do Tempo Festival

Do Rio Encena

A edição 2018 do festival conta com artistas de nove países Fotos: Divulgação

Mesmo fechado há quase oito anos, o Teatro Villa-Lobos será um dos oito espaços utilizados na nona edição do Tempo Festival, um dos mais importantes festivais internacionais do Brasil que começa nessa sexta-feira (19) – confira o programa completo aqui. Em meio às ruínas às quais se resume atualmente o equipamento da Secretaria Estadual de Saúde (SEC) – além de água parada, mato e lixo – será apresentado por lá a peça “Lo Único que Necesita una Gran Actriz es una Gran Obra y las Ganas de Triunfar”, uma das atrações do evento que vêm de fora do país.

Além da produção mexicana, o Tempo Festival 2018 – cuja programação é 75% gratuita – conta ainda com outros espetáculos, oficinas, residências e conferências com artistas de outros oito países: França, Uruguai, Colômbia, Polônia, Croácia, Suíça e Alemanha, além, claro, do Brasil.

Por falar em Brasil, mais uma atração que merece destaque nesta edição é a instalação-performance “A Praia e o Tempo”, criada pelo arquiteto e artista carioca Pedro Varella. Numa área de 900 m², com bancos de areia formados por uma retroescavadeira, a obra (gratuita) acontecerá no Posto 2 da Praia de Copacabana, com encenação da coreógrafa francesa Julie Desprairies.

O péssimo estado de conservação do Teatro Villa-Lobos Foto; Luiz Maurício Monteiro (27/03/2018)

Outra peculiaridade da edição 2018 é que os trabalhos selecionados pelos curadores Bia Junqueira, Cesar Augusto e Márcia Dias bordam o “agora”, a edição 2018 propõe uma reflexão sobre se manter presente num momento de fragilidade da. Daí sugiu o foco curatorial “Tempo_Festival: Presente!”, em referência a um grito muito utilizado em movimentos de luta por justiça após a morte da vereadora Marielle Franco, assassinada em março deste ano (o caso ainda não foi solucionado).

— Neste campo de instabilidade e luta, o Tempo_Festival permanece presente. Em um jogo constante de forças, busca expandir-se, superar-se e juntar-se a outras forças, ocupando territórios de experimentação, de liberdade, de incerteza e de transformação — acrescenta Márcia Dias.

 

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