Infantil ‘Jogo!’ leva palhaçaria e esportes para curta temporada no Teatro Dulcina

Do Rio Encena

O espetáculo mistura palhaçaria e movimentos esportivos Foto: Helena Marques/Divulgação

Um dos (poucos) legados que os Jogos Olímpicos 2016 deixaram para o Rio de Janeiro foi o infantil “Jogo!”, que reestreia nesse sábado (18), às 16h, no Teatro Dulcina, no Centro. Com concepção e direção do grupo Bando de Palhaços, o espetáculo, que estreou em outubro do ano passado, encena diferentes modalidades esportivas a partir do olhar e da lógica particular dos palhaços. A curta temporada vai só até 03 de dezembro, com sessões também aos domingos, no mesmo horário, e entradas a partir de R$ 15 (meia).

No palco, ao som das canções clássicas da trilha sonora, os palhaços Lola (Ana Carolina Sauwen), Arlindo Ovelha (Matheus Lima) e Custódio (Tiago Quites) passam por situações inusitadas ao decidirem praticar esportes. Por exemplo, uma prova de natação que começa numa piscina e termina no fundo do mar, com direito à companhia de sereias, peixes e tubarões; uma luta que mistura boxe e karatê, mas acaba em dança; uma bola de golfe que ganha vida e se desespera com a probabilidade de ser atingida por um taco durante uma partida. Sem o menor pudor diante de performances bem atrapalhadas, o trio ainda se aventura em outros modalidades como marcha atlética, futebol, halterofilismo, ginástica rítmica e corrida de cavalos.

– O espetáculo é fruto de um longo processo de pesquisa (de mais de um ano), durante o qual algumas perguntas guiaram as práticas: como será que palhaços, esses seres altamente especializados em baixa performance, profundamente conhecedores do ridículo e da imperfeição, se relacionam com o mundo dos esportes e dos atletas, esses quase super-humanos focados no acerto, na vitória e a ultrapassar todos os limites? Que olhar somente os palhaços podem ter sobre cada um dos esportes praticados? A partir destas questões foram desenvolvidas as mais inusitadas situações – explica Ana Carolina.

“Jogo!” foi vencedor do Prêmio CBTIJ 2016 como Melhor Coletivo de Atores e recebeu Menção Honrosa no Zilka Sallaberry 2017, pelo trabalho de experimentação, atuação e pesquisa na linguagem do clown.