Heloísa Périssé estreia infantil ao lado das filhas e se diverte admitindo que ‘lado mãe’ entra no teatro: ‘Às vezes, sim’

Luiz Maurício Monteiro

 

Heloísa Pérrissé entre as filhas Antônia (E) e Luísa Fotos: Divulgação

“Alice no País da Internet”, que entra em cartaz no Vivo Rio, na Glória, nesta sexta-feira (14), às 20h30, poderia ser apenas mais uma estreia nos quase 30 anos de carreira de Heloísa Périssé, mas não será. O infantil, uma adaptação de “Alice no País das Maravilhas” (1865), do inglês Lewis Caroll (1832-1898), para o mundo da tecnologia, marca a primeira vez da atriz atuando ao lado das filhas, Antônia e Luísa, de 10 e 18 anos, respectivamente. As meninas, inclusive, estão debutando nos palcos, mas já sabem separar o pessoal do profissional. Enquanto a mãe…

Perguntada pelo RIO ENCENA se sua porção materna fica de fora do teatro, Heloísa, de 50 anos, admite que nem sempre consegue ser apenas a atriz no palco, mas que logo é alertada pelas filhas.

– Às vezes, (o lado mãe) aparece, sim (risos). Mas logo elas me lembram: ‘Aqui, você é a Alice” – comenta com bom humor a atriz, lembrando como surgiu a ideia de contracenar com as garotas: – Elas sempre demonstraram o desejo de ser atrizes! Eu nunca disse nada, porque isso é muito particular. Sempre as instrui dizendo que o trabalho é o lugar onde passamos grande parte da vida, tem que ser a nossa continuação, e elas sempre bateram o pé. Quando recebi o convite para “Alice”, foi a sopa no mel!

Depois que receberam este convite, Heloísa e as filhas nunca tiveram problema coma velha questão de levar trabalho para casa. O assunto sempre surge quando são dois artistas casados que trabalham juntos, mas como se trata de adultos, a maturidade, na maioria das vezes, ajuda a lidar com tal situação. Mas e quando tem criança e adolescente envolvidos?

– Teatro nem pra mim, nem pra elas é trabalho. É nosso amor! Falamos disso a qualquer hora, sem peso.

Heloísa interpreta Alice que, que agora está dentro de um computador

Sobre o espetáculo – que teve estreia adiada com o cancelamento da temporada no Teatro João Caetano devido à falta de um documento de liberação do Corpo de Bombeiros – Heloísa acredita que o contexto cibernético, proposto pelo autor e diretor Chiquinho Nery, se encaixa perfeitamente na história original de Alice, que agora, está dentro de um computador.

– A história de Alice é deliciosa e moderna em si. Caindo na rede, ela ficou mais perfeita ainda – elogia a atriz, que já atuou em outros infantis como “O Mágico de Oz” (2013) e “Cosquinha” (2002/05), versão infantil do seu maior sucesso “Cócegas”, no qual trabalhou de 2001 a 2011.

Por fim, para compor a sua Alice, Heloísa procurou fazer uma mescla com as próprias filhas, além de uma personagem sua de sucesso na TV.

– Ela é meio Tati, meio Alice, Lolô (seu apelido), Luisa, Antonia… Tem um pouco da inquietação e alegria de toda criança e adolescente. E dentro de um computador então! Você imagina – conclui.

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