Grupo Roda Gigante celebra 10 anos estreando ‘Sobre o que não Sabemos’ no Sesc Copacabana

Do Rio Encena

O espetáculo marca os 10 anos de atividades do Grupo Roda Gigante Foto: Duharte Fotografia/Divulgação

O Grupo Roda Gigante escolheu um cenário bastante familiar para ambientar seu mais novo espetáculo, que marca os 10 anos de atividades da trupe. Em “Sobre o que não Sabemos”, Cristiana Brasil, Diogo Cardoso, Eber Inácio, Florência Santangelo, Kadu Garcia e Marcos Camelo, integrantes do Roda que desde 2009 atuam em hospitais públicos do Rio de Janeiro, contracenam numa atmosfera que remete a uma enfermaria. A montagem estreia nessa sexta-feira (23), às 18h, no Sesc Copacabana.

Já sobre o título da peça, trata-se de um resumo super sucinto daquilo que é abordado no palco: o “não saber”. Terceiro trabalho do grupo oriundo de um processo coletivo de pesquisa-encenação, o espetáculo levanta questionamentos e reflexões que são criados a partir de intervenções médicas em enfermarias e deixam certas incertezas, ou seja, o tal “não saber” diante da vida e da morte.

Em cena, o sexteto de atores utilizam a mesma mescla de diferentes linguagens artísticas que marca seu trabalho nas apresentações gratuitas nos hospitais, onde convivem com sentimentos como o alívio pela cura, a dor da perda, o medo e afins. Entre a comédia e o drama, a peça reúne técnicas de improviso, princípios da palhaçaria, musicalidade e dramaturgia, porém, de uma maneira renovada para a companhia.

— Este trabalho tem me alimentado e me faz pensar em muita coisa, como qual é o lugar e o suporte do teatro, como e onde leva-lo, e ainda em como usar a palhaçaria num lugar fora das enfermarias, dentro de outro contexto. Isso é desafiador e me coloca num lugar de aprendizado — explica Denise Stutz, bailarina, coreógrafa e uma das fundadoras do Grupo Corpo, que pela primeira vez dirige uma peça do Roda Gigante.

Sobre o trabalho de transposição do trabalho do grupo dos hospitais para o teatro, a atriz Cristiana Brasil ressalta a importância de Denise Stutz.

— Nós fazemos a intervenção na enfermaria e saímos. A Denise foi nos assistir e, após a nossa saída, permaneceu por alguns momentos. Essa reverberação do trabalho é a parte que o ator não conhece, é o que fica por ali depois que saímos — complementa a atriz.

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