Grupo Artêros, de Angra dos Reis, apresenta na Casa de Baco espetáculo inspirado na mitologia Iorubá

Do Rio Encena

A montagem foi indicada na FITA 2016 como destaque especial do júri técnico Foto: Divulgação

“A Cabaça da Existência”, peça que aborda a criação do mundo com base na mitologia Iorubá, chega ao Rio de Janeiro para uma temporada na Casa de Baco, na Lapa. A estreia está marcada para essa segunda-feira (05), às 19h30, mesmo horário das sessões às terças. Produção do grupo Artêros, de Angra dos Reis, a peça foi indicada no ano passado ao prêmio Fita (Festa Internacional de Teatro de Angra) como destaque especial do júri técnico, pelo trabalho de pesquisa, expressão corporal e percussão.

Com o respaldo do número expressivo de adeptos que as crenças africanas têm no Brasil, o elenco leva ao palco orixás como Olorum, Obatalá e Ododuá. Através dessa encenação, a montagem, uma das primeiras do repertório da trupe, busca valorizar e resgatar a cultura afro, tocando ainda em questões como tolerância religiosa, empoderamento feminino e respeito a todos os seres e crenças.

Além disso, o grupo espera que essa incursão pela capital fluminense ajude a expandir seu trabalho.

– Queremos alcançar um público ainda mais diversificado com o intuito de despertar reflexões. Religiosos, estudiosos, leigos e curiosos serão muito bem vindos ao teatro – destaca Carmem Amazonas, produtora do espetáculo.

Fora a Fita, “A Cabaça da Existência” também já passou, como cena curta, por um festival em Belo Horizonte (MG) e pelo II Festival Escenas Breves, da Casa INJU, em Montevidéu, no Uruguai. Já no Rio, recebeu o diploma Heloneida Studart de Cultura, honraria concedida pela Assembleia Legislativa (Alerj), aos grupos que atuam no desenvolvimento da Cultura no Estado do Rio de Janeiro.

 

 

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