No ar em ‘A lei do Amor’, angolana Heloísa Jorge lamenta falta de apoio à cultura no Brasil: ‘Complicado’

Do Rio Encena

Heloísa Jorge nasceu em Angola e veio para o Brasil aos 12 anos Foto: Arquivo pessoal

Heloísa nasceu em Angola e veio para o Brasil aos 12 anos Foto: Arquivo pessoal

Nascida em Chitato, município da província de Lunda Norte, na Angola, Heloísa Jorge, filha de pai brasileiro e mãe angolana, é radicada no Brasil desde os 12 anos. Hoje com 32, ela já passou tempo mais do que suficiente em solo brasileiro para saber que por aqui o incentivo à cultura em geral é bem abaixo do desejado. Formada em artes cênicas pela UFB (Universidade Federal da Bahia), Heloísa trabalha como atriz desde 2003. De lá para cá, atuou em nove peças – entre elas “Amêsa”, que considera o mais marcante de sua carreira, além da bem conceituada “Race”; dois filmes e quatro novelas, como, por exemplo, “A lei do Amor”, com a qual está no ar atualmente na TV Globo. Tais números são significativos, até pelo pouco tempo na área, mas poderiam ser maiores não fosse o mal que atinge a maioria esmagadora da nossa classe artística: a falta de apoio.

– Como vivemos em um país em que a arte não é prioridade, tudo fica mais complicado quando o assunto é viver de teatro – constata a atriz, em entrevista ao RIO ENCENA., na qual garantiu que, apesar das dificuldades, quer seguir atuando “até ficar bem velhinha”.

Como de praxe na seção Perfis, Heloísa – que também já foi protagonista da novela angolana “Jukulumessu” e apresentadora do programa “Conexões” da Globo Internacional – falou também de suas preferências e pontos de vista no teatro. Confira abaixo:

Cite um espetáculo inesquecível que você tenha participado.
O monólogo “Amêsa”, do dramaturgo angolano José Mena Abrantes.

Tem algum fracasso na carreira? Pode nos contar?
Não.

O que ainda deseja fazer para considerar sua carreira completa no teatro?
Desejo poder continuar vivendo do meu ofício até ficar bem velhinha.

Prefere produzir, dirigir ou atuar? Por quê?
Atuar. É onde me sinto plena.

A atriz em cena do espetáculo "Race" ao lado do ator Gustavo Falcão Foto: Gustavo/PasoDivulgação

A atriz em cena do espetáculo “Race” ao lado do ator Gustavo Falcão Foto: GustavoPaso/Divulgação

Ator ou atriz você que tem como referência no teatro?
Wagner Moura.

Cite um diretor (a) que você admira?
Angelo Flávio.

Um gênero com o qual prefere trabalhar?
O que me excita é o desafio independentemente do gênero.

Um profissional com quem tenha mais afinidade para trabalhar no teatro?
Suelma Costa.

Na sua opinião, qual é o maior desafio na carreira de quem trabalha com teatro?
Como vivemos em um país em que a arte não é prioridade, tudo fica mais complicado quando o assunto é viver de teatro.

Se não trabalhasse com teatro, que profissão teria escolhido?
Professora de história ou de língua portuguesa.