‘Felizes Mortos’ estreia em espaço em Botafogo refletindo sobre comportamento social ante à moral e à culpa

Do Rio Encena

Joana Kannenberg (E) e Júlia Portes dividem a cena no espetáculo Foto: Priscila Jammal/Divulgação

Refletir junto ao público sobre o comportamento da sociedade diante da moral e da culpa. Este é o desejo de “Felizes Mortos”, drama que estreia nesta sexta-feira (08), às 20h, n’O Reduto, espaço cultural localizado na Rua Conde de Irajá, em Botafogo. Com ingressos a partir de R$ 20 (meia), a temporada segue só até o próximo dia 30, com sessões também aos sábados, no mesmo horário.

Tal reflexão se dá no decorrer do texto escrito a oito mãos, pelas atrizes Joana Kannenberg (E) e Júlia Portes, que dividem a cena, por Lucas Lacerda, responsável pela direção, e ainda por Denise Portes, que assina o argumento. O trabalho coletivo tem como pontos principais o conflito entre o conservadorismo e a quebra de padrões, além da forma como o peso da culpa e o julgamento do outro podem interferir nas decisões das pessoas.

Na trama, Joana e Julia vivem, respectivamente, as jovens Fracini e Marta, cujas histórias são marcadas por abandono e rancor. Amigas desde a infância, elas se desencontraram na juventude e voltaram a se ver no funeral da avó de uma delas, cujo último desejo foi ter seu túmulo pintado com artes cheias de cor e vida. O que as jovens não esperavam, no entanto, era ficar frente a frente num confronto ético e moral, tomado por ressentimento e intolerância.

Outra abordagem da peça acontece sobre os fatores que podem interferir em relações familiares e laços sanguíneos. Por exemplo, os tempos atuais de polarização ideológica e as influências externas da sociedade que possam vir a influenciar decisões e escolhas.

— Muitos assuntos nos atravessam. Eu mesma vim do interior do Rio Grande do Sul e deixei minha família para trás. Sempre existe um questionamento do que eu poderia estar perdendo estando aqui, atrás do que eu vim fazer. Quando as coisas ganham ou perdem sentido?”, questiona Joana, complementado: – O Olhar para a morte faz a gente rever nossa vida e refletir sobre tudo isso.

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