Espetáculo musicado sobre primeira bailarina negra do Theatro Municipal estreia no Espaço Sesc

Do Rio Encena

O espetáculo estreia nesta sexta-feira (06/05) no Espaço Sesc, em Copacabana Foto: Daniel Barboza/Divulgação

O espetáculo estreia nesta sexta-feira (06/05) no Espaço Sesc, em Copacabana Foto: Daniel Barboza/Divulgação

O Grupo Emú leva ao Espaço Sesc, em Copacabana, o espetáculo “Mercedes”, cuja estreia está marcada para sexta-feira (06/05), às 20h30. Com diferentes artes integradas, o drama musicado relembra a história de Mercedes Ignácia da Silva Krieger (1921-2014), primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e uma das maiores representantes da cultura afro-brasileira no mundo.

Com uma linguagem cênica peculiar à estética negra, a montagem, uma mistura de fatos reais e fictícios da vida de Mercedes, é resultado de uma pesquisa sobre os movimentos coreográficos criados pela própria bailarina, de formação erudita, utilizados como signo corporal-interpretativo. Com isso, o elenco conduz toda a encenação através da união entre teatro, dança e música.

Mercedes Baptista no início da carreira (Reprodução/Internet)

Mercedes Baptista no início                                                da carreira (Reprodução/Internet)

Considerada ainda a principal responsável pela disseminação das alas coreografadas do Carnaval carioca, Mercedes Baptista (seu nome artístico) se apresentou no Theatro Municipal na década de 40, antes dos 30 anos. Já em 1950, tornou-se membro do Conselho de Mulheres Negras. No mesmo ano, foi para os Estados Unidos, onde estudou dança e ensinou balé para grupos de estudantes do gênero.

De volta ao Brasil, tempos depois, ela seguiu difundindo a cultura afro através da fundação do Ballet Folclórico Mercedes Baptista. Com este grupo, se apresentou pela Europa e por países da América do Sul e ainda ajudou nomes como Elza Soares, Ruth de Souza e Lea Garcia a se destacarem no cenário artístico da época.

Já no Carnaval, se consagrou no G.R.E.S Acadêmicos do Salgueiro, na década de 60, ao elaborar coreografias para do enredo “O Quilombo dos Palmares”, que acabou como campeão. Na mesma agremiação, dirigiu a comissão de frente do desfile que homenageou Chica da Silva, em 1963. Além disso, fez coreografias também para cinema, televisão e teatro, o que só fez reforçar sua importância para a cultura afro brasileira.