Espetáculo inédito aborda a condição indígena no Brasil em curta temporada no Sesc Tijuca

Do Rio Encena

Adassa Martins sobe sozinha ao palco para protagonizar o espetáculo do coletivo 1comum Foto: Divulgação

Adassa Martins sobe sozinha ao palco para protagonizar o espetáculo do coletivo 1comum Foto: Divulgação

O espetáculo “Se eu Fosse Iracema”, que estreia nesta sexta-feira (08/04), às 19h, no Sesc Tijuca, mistura teatro, dança e performance para abordar mitos, rituais e a situação indígena no Brasil atual. Com um título alusivo à personagem do livro homônimo de José de Alencar, a montagem protagonizada por Adassa Martins, com texto e direção de Fernando Nicolau, leva ao público referências de etnias originárias no país, demarcação de terras e direitos fundamentais dos índios.

Esse é o primeiro trabalho do coletivo 1comum, movimento que tem a proposta de reunir artistas de distintas linguagens a fim de realizar pesquisas cênicas em teatro e dança, além de criar um diálogo com as artes visuais.

Sobre o romance “Iracema”, o escritor indianista José de Alencar o lançou em 1865 como parte de uma trilogia em forma de poema em prosa, uma narrativa mitopoética sobre a “virgem dos lábios de mel”. O nome da personagem, que se tornou símbolo do estado do Ceará, significa “saída de mel de abelhas” em Tupi.