Envolvido em musicais, PH Lopes recorda peça que o fez se apaixonar pelo gênero: ‘Para o resto da vida’

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Pedro Henrique Lopes tem 30 anos e é natural de São Gonçalo Foto: Arquivo pessoal

Pedro tem 30 anos e é natural de São Gonçalo Foto: Arquivo pessoal

No meio teatral, existem aqueles casos de artistas que enveredam por um determinado gênero e atuam em tantos projetos dentro desse nicho, que acabam criando uma identificação e um renome raros de ser ver. Um desses exemplos é Pedro Henrique Lopes, que com 30 anos, sendo 17 de palco, acumula 18 espetáculos, dos quais boa parte é de musicais. Prova disso, é que atualmente o ator, natural de São Gonçalo, está envolvido em três montagens que reúnem dramaturgia, canto e dança.

No Teatro Dulcina, no Centro, ele fica até 02 de abril com “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga Para Crianças”, que tem texto de sua autoria. Já no próximo dia 05, PH reestreia “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças”, cujo roteiro também é seu, no Anfiteatro do Morro da Urca. Encerrando a trinca musical, o ator está no elenco de “Vamp, o Musical”, com estreia marcada para 17 de março, no Teatro Riachuelo Rio. Tamanha identificação com este gênero, recorda o ator, começou com (óbvio!) um musical em 2006, encenado na Flórida, nos Estados Unidos.

– “Guys and Dolls”, um musical que fiz fora do Brasil e que me fez perceber que era aquilo mesmo que eu queria fazer para o resto da vida – destaca Pedro em entrevista ao RIO ENCENA, citando a montagem que foi apresentada em comemoração pelos 50 anos de estreia do clássico homônimo.

Além relembrar um dos espetáculos mais marcantes de sua carreira, Pedro Henrique falou ainda sobre sua concepção de fracasso no teatro, de seus atores preferidos, das pessoas com quem gosta de trabalhar e sua paixão por atuar. Independentemente do gênero! Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Cite um espetáculo inesquecível que você tenha participado.
São muitos. Cada espetáculo que faço é inesquecível por algum motivo diferente, seja pelo impacto em minha vida, pelo carinho pelo personagem ou pelos laços que são criados com cada equipe. Mas vou citar dois: “Guys and Dolls”, um musical que fiz fora do Brasil e que me fez perceber que era aquilo mesmo que eu queria fazer para o resto da vida; e “O Meu Sangue Ferve Por Você”, que acho que foi um ponto de virada na minha vida e na minha carreira, o primeiro que escrevi, produzi e que ficou mais de cinco anos direto em cartaz.

Tem algum fracasso na carreira? Pode nos contar?
Acho que toda vez que subimos num palco, e o teatro está vazio é um pequeno fracasso. Não que um artista não tenha que se apresentar para poucos, pelo contrário. Mas acho que a falta de público nos teatros frustra qualquer artista, mesmo que não seja você em cima do palco. Bom mesmo seria que todos os teatros estivessem sempre cheios de pessoas pensando, questionando e se divertindo juntas!

O que ainda deseja fazer para considerar sua carreira completa no teatro?
Acredito que se sentir completo na carreira artística é não precisar se envolver em projetos artísticos que você não acredita.

Prefere produzir, dirigir ou atuar? Por quê?
Atuar! Produzo porque tenho muita vontade de viabilizar as doideiras que surgem na minha cabeça. Dirigir… Bom não dirijo nem carro (risos).

Pedro (sentado) es´tá em cartaz com "Luiz e Nazinha" no Teatro Dulcina Foto: Divulgação

Pedro (sentado) es´tá em cartaz com “Luiz e Nazinha” no Teatro Dulcina Foto: Divulgação

Ator ou atriz você que tem como referência no teatro?
Tantos… Miguel Falabella, Marco Nanini, Ney Latorraca, Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Marcos Caruso… Tanta gente linda que vive fazendo teatro e que se divide em mil funções dentro do teatro: produção, direção, texto, atuação…

Cite um diretor (a) que você admira?
Meu parceiro de tantas empreitadas artísticas: Diego Morais. Guardem esse nome!

Um gênero com o qual prefere trabalhar?
Quando todos os gêneros podem se misturar e fazer o público rir, chorar, se assustar, torcer, vibrar, se emocionar ao mesmo tempo. Ah! É o melhor dos mundos.

Um profissional com quem tenha mais afinidade para trabalhar no teatro?
Eu adoro trabalhar com meus amigos! Sempre comemoro quando posso encontrar amigos regularmente em cena. Mas tenho muita afinidade com os elencos dos espetáculos que produzi: “O Meu Sangue Ferve Por Você” (todos que passaram por aqui), “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças” e “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças”.

Na sua opinião, qual é o maior desafio na carreira de quem trabalha com teatro?
Acredito que a carreira do artista faz parte de uma construção diária, um eterno recomeço. Cada vez que você começa um projeto novo, surge um universo de possibilidades e de metas que envolvem aquele personagem, aquele grupo, aquele texto, aquele espetáculo… Você nunca sabe qual vai ser a recepção do público a cada espetáculo. E isso é enlouquecedor!

Se não trabalhasse com teatro, que profissão teria escolhido?
Música, TV, cinema, literatura… Ou Marketing (risos)!