Em cartaz com ‘Joio’, diretor e dramaturgo Vinícius Baião lamento pouco investimento na cultura: ‘Abandonada’

Luiz Maurício Monteiro

Vinícius Baião é natural de São João de Meriti Foto: Divulgação

A protagonista do espetáculo “Joio” –  em cartaz no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon, somente até a próxima quarta-feira (19) – é uma jovem que já sofreu abusos sexuais e ainda tem que conviver com a dependência química da mãe. Tal drama é contado através do texto de Vinícius Baião (também diretor), que, embora seja fã dos gêneros farsa e comédia dell’arte, tem trabalhado mais ultimamente com dramas, seja no palco ou fora dele – como acontece com a maioria dos artistas no Brasil.

Em entrevista para a seção “Perfis”, da RIO ENCENA TV (inscreva-se aqui), o artista de 34 anos, natural de São João de Meriti, apontou como maior desafio de uma carreira artística a manutenção de uma companhia. Vinícius, inclusive, usou como exemplo sua própria cidade natal (onde também está sediada a Cia Cerne, responsável por “Joio”) que, com cerca 600 mil habitantes, anda carente em cultura (e também em outros setores, como saúde).

—  Nossa companhia está sediada em São João de Meriti. Uma cidade da Baixada, às margens do Rio de Janeiro, com mais de meio milhão de habitantes e que não tem um aparelho cultural. Então, manter uma cia. num local onde parece que a política pública de cultura foi completamente abandonada e esquecida pelo poder público é um desafio constante — reclama.

No vídeo abaixo, Vinícius falou ainda sobre como lida com críticas, sua outra profissão e se já pensou alguma vez em desistir do teatro. Confira:

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