Drama ‘Silêncio’ leva discussão sobre as ‘polacas’ para curta temporada na Caixa Cultural

Do Rio Encena

Faini (de azul) ganhou os prêmios Cesgranrio e Fita por seu papel em ‘Silêncio’ Foto: Renato Mangolin/Divulgação

O termo polaca possui os mais diversos significados, entre eles, um tipo de peixe, de embarcação, de dança e também sinônimo de polonesa, mulher nascida na Polônia. Um deles, porém, esconde um tema polêmico: assim ficaram conhecidas as jovens judias que deixaram o Leste Europeu, entre os séculos XIX e XX, rumo à América, onde se tornaram prostitutas. Tal assunto é o fio condutor do jantar encenado no drama “Silêncio”, que estreia nessa sexta-feira (16), às 19h, na Caixa Cultural, no Centro, onde fica só até 01/04, com sessões também sábados e domingos, às 18h.

— Essas mulheres vieram para o Brasil achando que iam casar, mas acabaram enganadas e viraram prostitutas. Elas viviam em lugares muito pobres e sonhavam em casar com judeus na América, que consideravam um continente promissor. Quando chegavam aqui, eram vendidas como francesas e renegadas pela própria comunidade judaica — acrescenta a autora Renata Mizrahi, que divide a direção com Priscila Vidca.

Em certo momento da reunião familiar, as “polacas” viram o motivo para seguidos conflitos entre as diferentes gerações presentes. Com diálogos dinâmicos e um humor ácido, os embates invariavelmente têm a participação de Esther, a vaidosa e controladora matriarca vivida pela veterana Suzana Faini, de 85 anos, que encabeça o elenco formado por Verônica Reis, Léo Wainer, Priscila Vidka, Alexandre Mofati, Gabriela Estevão e Vicente Coelho.

Por falar em Faini, sua atuação em “Silêncio” a levou a faturar os prêmios Cesgranrio e Fita (Festa Internacional de Teatro de Angra) de Melhor Atriz em 2013, ano em que o espetáculo estreou. Também no Fita, Jitman Vibranovski ganhou como Melhor Ator.

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