Drama ‘Por Elas’ fala sobre violência contra a mulher em curta temporada no Museu da Justiça; entrada é gratuita

Do Rio Encena

O espetáculo fiz em cartaz até 1º de setembro com quatro sessões por semana Foto: Divulgação

Em tempos em que muito tem se falado de misoginia, feminicídio e machismo, o espetáculo “Por Elas” entra em cartaz para reforçar este debate e tratar da violência contra a mulher no teatro. Com direção de Sílvia Monte, que divide o texto com Ricardo Leite Lopes, o drama estreia nessa quarta-feira (01/08), às 19h, na Sala Multiuso do Museu da Justiça, que fica no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCMJ). A temporada, que é gratuita, vai até 01/09, com sessões também quintas, sextas e sábados, no mesmo horário.

A partir de histórias verídicas, as atrizes Adriana Seiffert, Ana Flávia, Deborah Rocha, Elisa Pinheiro, Gisela de Castro, Letícia Vianna, Renata Guida e Rosana Prazeres interpretam mulheres que, assim como outras várias brasileiras, carregam lembranças nas quais a figura do homem protagoniza relações “amor x ódio” e “submissão x poder” numa sociedade ainda muito machista.

Além das sete atrizes, o elenco tem também os atores Anderson Cunha e Lucas Gouvêa. Já a equipe técnica conta apenas com mulheres: Luci Vilanova assina o figurino; Ana Luzia de Simoni é responsável pela iluminação Maira Freitas é a autora da trilha sonora original; Nena Braga é a operadora de iluminação.

“Por Elas” é resultado de uma pauta criada pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro a fim de combater a violência doméstica. Desde 2016, o CCMJ desenvolve o programa “Teatro na Justiça”, que previa montagens que contribuíssem para a reflexão, a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher pela sociedade brasileira.

–A questão da violência contra a mulher é um tema que não pode deixar de ser pensado na arena da dramaturgia brasileira. O espetáculo se propõe a ser um espaço de comunicação, sensibilização e visibilidade para o fenômeno da violência de gênero. Precisamos pensar sobre essa questão, e o teatro é um lugar ideal para atingir mentes e corações — explica Sílvia Monte, que também é idealizadora do projeto.

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