Drama familiar ‘Para Onde vão os Corações Partidos’ estreia no Teatro Ipanema

Do Rio Encena

A trama se desenrola na casa de praia de uma família Foto: Paula Kossatz/Divulgação

O espetáculo “Para Onde vão os Corações Partidos” estreia nesse sábado (06), às 20h30, no Teatro Ipanema, onde fica até 04 de novembro, com sessões também domingos e segundas, no mesmo horário.  Trata-se de um drama familiar da argentina Cynthia Edul (traduzido por Sergio Flaksman) que conta a história de uma mãe e seus três filhos que querem vender a antiga casa de veraneio anos após a morte do pai.

Com direção de Guilherme Piva, a peça retrata esta família que já não é mais a mesma. Na praia onde fica situada o tal imóvel, eles se dão conta de que ficaram as boas lembranças das férias que curtiam ali, mas, hoje, já não compartilham mais um cotidiano que os vincule e lhes proporcione uma identificação mútua.

Enquanto aguardam um tio que não aparece, a dor da perda misturada àquele lugar tão familiar faz com que o passado se torne mais presente para estes personagens, com seus pontos nebulosos, obscuros e tempos indefinidos,. No enanto, eles sabem que aquele local onde foram felizes já não existe mais, e não é possível voltar aos bons tempos.

Cristina Amadeo, que interpreta a matriarca da família, é a idealizadora do projeto. Para levar o espetáculo para o palco, ela contou com um financiamento coletivo na Internet, uma vaquinha online (para saber mais , clique aqui). Assim como muitos artistas têm feito recentemente, Cristina recorreu a este artifício para driblar a crise.

— Essa peça fala de memórias, laços familiares e cuidado, com isso vieram os agradecimentos no Facebook. Esses foram os elementos que acabaram se tornando o recheio desses agradecimentos. Estamos desesperadamente precisando uns dos outros para vivermos com alguma dignidade. Precisamos olhar para o melhor do outro. É sobre o tal do amor mesmo. Mas é aí é que mora o perigo! Amor não paga contas. Amor faz a gente pagar as contas com alegria, inteligência e delicadeza. Esse projeto é patrocinado com dinheiro do público, aliás, quase igual a uma peça incentivada pela Lei Rouanet — complementa Cristina.

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