Diretor Marcelo Bosschar explica proposta do espetáculo ‘A Guerra não tem Rosto de Mulher’: ‘Trazer esperança’

Luiz Maurício Monteiro

Em tempos de uma violência tamanha que assombra e aflige no Rio de Janeiro, uma peça pensa em passar uma mensagem de esperança falando sobre… guerra. Cumprindo temporada no Teatro Poeira, em Botafogo, “A Guerra não tem Rosto de Mulher” é baseada no livro homônimo da bielorussa Svetlana Aleksiévitch, vencedora do Nobel de Literatura, que conta relatos de centenas de mulheres sobreviventes na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Deste total, o diretor Marcelo Bosschar e atrizes Carolyna Aguiar, Luisa Thiré e Priscilla Rozenbaum separaram cerca de 40 histórias para contar a fim de fazer o público sair do teatro pensando em coisas boas.

– Quero que as pessoas entendam que mesmo em momentos de grandes dificuldades e desafios, a gente não precisa perder o amor e a esperança. Porque estes são relatos de mulheres que sobreviveram, passaram por situações inimagináveis, mas não perderam a delicadeza – diz Marcelo, em entrevista ao quadro Quem Encena, da RIO ENCENA TV.

Marcelo Bosschar ressalta também que quando se fala em guerra, a figura masculina é amplamente mais destacada, com soldados no front, comandantes estrategistas e afins. Já no espetáculo, é dada a devida voz às mulheres para aspectos pouco – ou quase nada – abordados em relatos sobre batalhas, como filhos, amor e até os períodos delicados de menstruação. Assista à entrevista na íntegra abaixo:

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