Comédia solo “O Porteiro”, com Alexandre Lino, faz temporada a preços populares no Sesc Tijuca

Do Rio Encena

Depois de “Lady Christiny”, Alexandre Lino encara seu segundo monólogo Foto: Janderson Pires/Divulgação

Um profissional que, dia após dia, vê gente passando de um lado para o outro, entrando e saindo, e ouve de tudo, tornando-se uma fonte inesgotável de boas histórias. Esse é o perfil do protagonista de “O Porteiro”, comédia solo protagonizada por Alexandre Lino que estreia nessa sexta-feira (08), às 19h, no Sesc Tijuca. Com ingressos a preços populares, entre R$ 6 e R$ 25, o espetáculo segue em cartaz até 01/10, com apresentações também sábados e domingos, no mesmo horário.

Ao ser pego de surpresa com a ausência do síndico para uma reunião de condomínio, Waldisney decide assumir o comando. Com um caráter interativo, a peça permite a Lino fazer com que os condôminos sejam os próprios espectadores, que são convidados a participar diretamente de um divertido encontro.

Com texto e direção de Paulo Fontenelle, o espetáculo aposta no humor nordestino. E a escolha não poderia ser outra, afinal, são contadas no palco histórias reais coletadas através de entrevistas realizadas pelo pernambucano Lino com porteiros nordestinos, que deixaram sua região natal rumo ao Rio de Janeiro em busca de seus sonhos.

– No meio de nossa sociedade, existe um Brasil notado por poucos. Um grupo de pessoas que, apesar de conviver conosco, até frequentar nossa casa, é como se não estivesse lá. O espetáculo inverte tudo isso, e são eles, os porteiros, os protagonistas. Com sua irreverência e muito humor, deixam a invisibilidade para apresentar a realidade como um grande parque de diversão. Afinal, invisível não são as pessoas, invisíveis são suas histórias – comenta o ator, que já viveu a figura do porteiro nas peças “Domésticas” (2013) e “Estes Fantasmas” (2017), e também no filme “Apaixonados” (2016) e na série “A Cara do Pai” (TV Globo).

“O Porteiro” é o segundo monólogo de Lino, que em 2016, estrelou “Lady Christiny”, que contava a história verídica de uma travesti conservadora. Estas peças, aliás, fazem parte de uma trilogia de solos, que deve ser concluída no ano que vem, com um texto estrangeiro, ainda não revelado pelo ator.