Com projeto para nova sala de teatro ainda incerto, Caixa anuncia mudança de sede para novo endereço

Luiz Maurício Monteiro

A atual sede da Almirante Barroso deverá fechar totalmente até julho do ano que vem Foto: Divulgação

A mudança de sede da Caixa Cultural, que já vinha sendo noticiada na imprensa há alguns meses, foi confirmada nesta terça-feira (24) pela Caixa Econômica Federal. De olho numa economia mensal de cerca de R$ 2,6 milhões, a instituição pretende transferir suas instalações gradualmente, entre outubro deste ano e julho de 2019, do número 25 da Avenida Almirante Barroso, no Centro, para o 20 da Rua das Marrecas, na Cinelândia. Do endereço atual para o novo, irão quatro galerias, um cinema e salas do programa educativo. A exceção, pelo menos por enquanto, é o Teatro de Arena.

Procurada pelo RIO ENCENA, a Caixa, através da assessoria de imprensa, explicou que ainda não há a garantia de uma sala no novo endereço que possa substituir a da Almirante Barroso, que tem capacidade para quase 190 pessoas. Um projeto de um novo equipamento teatral, porém, não está descartado. Com isso, o banco segue com apenas um teatro no Rio de Janeiro, o Nelson Rodrigues, na Avenida República do Chile, cuja capacidade subiu para 409 lugares após as obras em 2017.

Atualmente, a programação da sede da Almirante Barroso está recebendo as exposições “TOZ – Cultura Insônia” (galeria 3) e “Loucuras Anunciadas – Fracisco Goya” (galeria 1), além do espetáculo “Vaga Carne”, no Teatro de Arena. Já no Nelson Rodrigues, está em cartaz “Vianinha Conta o Último Combate do Homem Comum”.

Ainda sobre a nova sede, a caixa afirma que trata-se de um prédio com instalações mais modernas e mais infraestrutura. A construção conta também com selo LEED Gold, um certificado concedido a edificações de nível elevado que avalia diversos requisitos de sustentabilidade.

Além das estruturas que receberão a programação da Caixa Cultural, a nova sede oferece espaços de trabalho integrados e otimizados, como bicicletário, refeitórios, estacionamento, lojas e áreas de coworking e de convivência, reservadas aos empregados. Já o piano, que fica no hall do endereço atual, também será levado para a futura casa.

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