Com direção de Vera Holtz, monólogo faz um relato sobre a infância em temporada no Centro Cultural Correios

Do Rio Encena

Protagonista da peça, Charles Asevedo contribuiu também com relatos para a dramaturgia Foto: Alis Mídia/Divulgação

O espetáculo “O Olho de Vidro” estreia nesta quinta-feira (16), às 19h, no Centro Cultural Correios, no Centro, onde fica até 30 de abril, com sessões também sextas, sábados e domingos no mesmo horário. Sobre impressões da fase infantil, o texto inédito de Renata Mizrahi foi construído a partir de duas fontes: o livro “O Olho de Vidro do meu Avô” (Editora Moderna, 2004), do autor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós e alguns relatos de Charles Asevedo, protagonista do monólogo. Já a direção ficou a cargo da trinca Vera Holtz, Guilherme Leme Garcia e Flávia Pucci, que imprimiram um olhar coletivo sobre um único ator.

Com ingressos a partir de R$ 10 (meia), a peça narra na primeira pessoa um relato a respeito da infância e muitos aspectos que a compõem. Entre eles, a relação com avô, a descoberta da sexualidade, a relação de opressão com o pai e de amor incondicional pela mãe. A dramaturgia mistura poesia, ficção e realidade ao combinar a história do livro e as passagens dos primeiros anos de Charles.

No desenrolar da encenação, o público acompanha a busca do protagonista para se tornar um ser completo, já que sempre se sentiu pela metade. E nessa jornada, ele recorda tais relações e descobertas que o fizeram ser quem é hoje.

– A memória é um grande patrimônio que a gente tem, o que tenho de mais precioso. Mas é preciso também saber que na memória tanto mora o vivido, quanto o sonhado. Mora a vida que vivi e a que sonhei viver. Então, quando você busca a memória, ela vem sempre misturada, não pura. É impossível ter uma memória pura, a memória é esta mistura, esta conversa entre a realidade e a fantasia – complementa Bartolomeu.

PUBLICIDADE