Com app de Iphone como protagonista, drama canadense discute relação entre homem e tecnologia no Oi Flamengo

Do Rio Encena

Laurence Dauphinais se apresenta acompanhada de um Iphone e do aplicativo Siri Foto: Julie Artacho/Divulgação

A fim de discutir a cada vez mais estreita relação entre homem e tecnologia, o espetáculo canadense “Siri” tem como proposta ouvir cada um dos lados deste vínculo. Inédita no Brasil, a montagem, que estreia no Oi Futuro Flamengo nessa quinta-feira (23), às 20h, leva ao palco a atriz Laurence Dauphinais – que assina o texto em parceria com o diretor Maxime Carbonneau – e o aplicativo de Iphone que é mencionado no título.

Criado em 2010 pela Apple, Siri, uma espécie de assistente pessoal, interpreta instruções verbais de seus usuários e as atende com humor, eficiência e naturalidade “humanos”. Em seu site, a empresa fabricante afirma que o app “não só entende o que você diz, mas também o que você quer dizer, e te responde. Fale com ela como uma pessoa real”.

Diante destas habilidades, a atriz interage em tempo real com Siri, questionando a relação entre homem e tecnologia, nas posições de criador e criatura; e gerando um diálogo diferente a cada sessão.

– SIRI é programada para dar versões diferentes de respostas à uma mesma pergunta. Como não tem memória, o objeto teatral é construído através da insistência e repetição. Nosso desafio, a partir desta retórica incomum de linguagem, desta busca por respostas, é conhecer suas estratégias para avançar com a história no palco, ao vivo – explica Laurence.

As conversas entre a atriz e o app são em francês, com trechos em português e inglês, e legendadas simultaneamente em português por Letícia Tórgo. Já no dia 03 de dezembro (domingo), haverá uma sessão especial com intérprete de libras para surdos e recursos de audiodescrição para cegos, com a presença de ONGs convidadas.