Com 38 peças no currículo, Ana Velloso admite dificuldade em cativar jovens: ‘Trocam relações reais pelo virtual’

Do Rio Encena

Ana ganhou prêmio de Melhor Texto pelo infantil "Sambinha" Foto: Divulgação

Ana ganhou prêmio de Melhor Texto pelo infantil “Sambinha” Foto: Divulgação

Ana Velloso é um caso que chama atenção no circuito teatral do Rio de Janeiro por uma estreita e pouco comum relação entre um artista e um determinado gênero. No extenso currículo de mais de 38 espetáculos da atriz, escritora e produtora carioca, predominam os musicais. São vários, com atuações e até textos seus, como é o caso de “Dolores”, “Clara Nunes, Brasil Mestiço”, “Estatuto de Gafieira”, “A Revista do Ano – O Olimpo Carioca”, além da trilogia infantil “Forró Miudinho”, “Bossa Novinha” e “Sambinha”, este ultimo, inclusive, tendo lhe rendido o Prêmio Zilka Salaberry como Melhor Texto, em 2013.

Aliás, esse número tende a aumentar, já que ela tem encaminhados projetos para novos musicais. No entanto, em meio a estes planos, um ponto preocupa Ana: a pouca adesão dos jovens. A artista reconhece que a carreira no teatro por si só já é difícil, mas enxerga a baixa procura do público juvenil pelas artes cênicas como uma questão importante a ser tratada.

– Acho que o maior desafio (no teatro) é conquistar o público mais jovem, que muitas vezes troca as relações reais pelo mundo virtual – opina Ana, que deu a entrevista abaixo ao RIO ENCENA falando um pouco mais sobre sua carreira de 25 anos.

Cite um espetáculo inesquecível que você tenha participado.
“Clara Nunes – Brasil Mestiço”.

Tem algum fracasso na carreira? Pode nos contar?
Sim! Quem não tem?? Melhor não (contar), envolve outras pessoas…

O que ainda deseja fazer para considerar sua carreira completa no teatro?
Tenho alguns projetos de musicais brasileiros que quero realizar, como autora, atriz e produtora.

Ana Velloso (C) em cena de "Forró Miudinho", um dos vários musicais em que escreveu e atuou Foto: Claudia Ribeiro/Divulgação

Ana Velloso (C) em cena de “Forró Miudinho”, um dos vários musicais em que escreveu e atuou Foto: Claudia Ribeiro/Divulgação

Prefere produzir, dirigir ou atuar? Por quê?
Sou autora também, então escrever é uma “necessidade”. Atuar é uma paixão; e produzir é o meu dia a dia, a vida real e a única maneira de escolher o quero fazer como autora e atriz.

Ator ou atriz você que tem como referência no teatro?
Suely Franco, uma atriz completa. Vai da comédia ao drama com uma facilidade incrível. Canta, dança… É uma mulher maravilha!!

Cite um diretor (a) que você admira?
Aderbal Freire Filho, é um gênio; Sergio Módena, o melhor dessa geração.

Um gênero em que prefere atuar?
Musical. Mas gosto de poder transitar por diversos gêneros.

Um profissional com quem tenha mais afinidade para trabalhar no teatro?
Tenho alguns parceiros constantes… Atualmente com a equipe da Trilogia “Sambinha”, “Bossa Novinha” e “Forró Miudinho” que tenho maior afinidade.

Na sua opinião, qual é o maior desafio na carreira de quem trabalha com teatro?
Não é fácil sobreviver dessa profissão… Acho que o maior desafio é conquistar o público mais jovem, que muitas vezes troca as relações reais pelo mundo virtual.

Se não trabalhasse com teatro, que profissão teria escolhido?
Veterinária.