Com 28 anos de carreira no teatro, Julio Adrião revela outras duas paixões: música e culinária

Do Rio Encena

Julio Adrião é fã da cantora Cida Moreira Foto: Acervo pessoal

Julio Adrião é fã da cantora Cida Moreira Foto: Acervo pessoal

Apesar dos 28 anos dedicados ao teatro, Julio Adrião, de 54, não é do tipo que se restringe a apenas uma atividade. Além dos mais de 20 espetáculos que têm no currículo, entre eles “A descoberta das Américas” que lhe rendeu o prêmio Shell de melhor ator em 2005, e do destaque nos cinemas que teve como o governador Gelino, em “Tropa de Elite 2”, este carioca bem humorado prefere não se limitar à arte de atuar no palco ou em frente às câmeras.

Ainda rodando o Brasil com “A descoberta”, Julio, que já se apresentou com o espetáculo em outros países de idioma português como Cabo Verde, Moçambique e Angola, revela que se não fosse ator, poderia ter escolhido dois caminhos: o de um rockstar ou o de uma “dona de casa”. A primeira opção foi deixada de lado, segundo ele, por falta de vocação. Já a segunda, está mais para um hobby do que para uma profissão. Confira a entrevista abaixo:

Espetáculo inesquecível em que trabalhou?
“A descoberta das Américas”, em cartaz desde 2005.

Tem algum fracasso na carreira?
Já me apresentei para uma pessoa, mas foi um privilégio.

O que ainda falta fazer para considerar sua carreira completa no teatro?
Quero ser dirigido por um diretor de 30 anos, nascido em 2015.

Produzir, dirigir ou atuar?
Na ordem: atuar, dirigir e produzir.

Ator ou atriz que tem como referência?
Inez Vianna e Enrique Diaz.

Um diretor (a)?
Ivan Sugahara.

Um gênero em que prefere atuar?
Teatro físico, de preferência dançado.

Um profissional com quem tenha mais afinidade no teatro?
Sidnei Cruz

Julio foi premiado com a peça "A descoberta das Américas" Foto: Fabiola Buzim

Julio foi premiado com a peça “A descoberta das Américas” Foto: Fabiola Buzim

Na sua opinião, qual é o maior desafio na carreira de quem trabalha com teatro?
Continuar se descobrindo, do zero, a cada novo trabalho.

Se não trabalhasse com teatro, que profissão teria escolhido?
Dona de casa. E também sempre quis ser cantor de banda de rock. Sou casado, tenho dois filhos de 19, 20 anos… E a cozinha sempre foi minha. Cozinho todo dia… do trivial às invenções e tradições da família. Não teria, porém, um restaurante, pois não suportaria cozinhar para quem não aprecia. Nossa cozinha tem nome: Cantina palito e arroto. Fazemos coisas tradicionais banidas pela etiqueta… Nossa cozinha é para os amigos…. De resto, adoro ir à feira livre, supermercado. E eu fui criado ouvindo rock… Vi tudo o que podia quando morei em Londres nos anos 80. Pink Floyd, Jethro Tull , Rolling Stones, Ry Cooder… Mas nunca me arrisquei. Nasci no mesmo dia que o Mick Jagger!!!! Mas, se pudesse mesmo escolher, gostaria de ser a versão masculina da nossa Cida Moreira (cantora, que já atuou em teatro e musicais). Ela senta ao piano e se transforma. Uma coisa de louco! Minha maior referência de um artista que toca o coração do público, como Tom Waits. Mas por incompetência musical, fui ser ator!

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