Com 22 anos de carreira como ator, Sergio Menezes estreia na direção e fala da nova função: ‘Mais abrangente’

Do Rio Encena

Sergio Menezes começou trabalhando com teatro amador aos 12 anos

Sergio Menezes começou trabalhando com teatro amador aos 12 anos

Aos 43 anos, Sergio Menezes é o que se pode chamar de artista versátil. Conhecido do grande público por participações em novelas como “Força de um desejo” (1999) e “Cheias de Charme” (2012), ambas da Rede Globo, ele tem ainda uma longa trajetória de 22 anos e cerca de 20 peças no teatro: depois de começar aos 12 no teatro amador, começou a trabalhar em espetáculos maiores, como “Romeu & Julieta” e “Memórias do Interior”, em 1994. Mas foi somente agora, em 2016, que o artista carioca conseguiu dar um passo mais largo na carreira: estrear como diretor.

Entrou em cartaz no último dia 12, o drama “A Última Festa Antes do Fim do Ano”, sob direção de Sergio. Tal trabalho o fez ficar dividido, por razões diferentes, entre o amor por atuar, que vem de longa data, e o frescor da paixão pela nova função. Segundo ele, enquanto o primeiro ofício lhe diverte, o segundo dá a oportunidade de criar mais.

Entretanto, a versatilidade de Sergio não se destaca apenas na transição entre diferentes funções no teatro, mas também dentro de um único trabalho. No musical “Ou Tudo ou Nada”, o ator, ainda longe de chegar aos 45 anos, interpreta um senhor de 65 que, ao ficar desempregado, decide virar striper. Para passar verdade, cantando e dançando na pele do sexagenário, Sergio precisou mudar a postura corporal, trabalhar a voz, deixar a barba crescer e, a cada sessão, tingi-la para manter a aparência grisalha. Além disso, ainda encara o desafio de ficar completamente nu em cena durante todas as apresentações. Saiba um pouco mais sobre esse artista na entrevista abaixo:

Cite um espetáculo inesquecível que você tenha participado.
A versão de ” Hamlet “, por Antônio Abujamra.

Tem algum fracasso na carreira? Pode nos contar?
Concordo com o mestre Abujamra,  “fracasso e sucesso são iguais, ambos são impostores”.

O que ainda deseja fazer para considerar sua carreira completa no teatro?
Fazer Seymour Krelborn no músical  ” A Pequena Loja dos Horrores”.

Prefere produzir, dirigir ou atuar? Por quê?
Gosto muito de atuar, mas estou descobrindo uma intensa satisfação em dirigir. Gosto de atuar pela esquizofrenia de tentar me convencer, e também ao espectador de que sou outra pessoa por um tempo, acho isso divertido. Dirigir tem sido o impulso de criar de forma mais abrangente.

O ator está em cartaz com o musical "Ou Tudo ou Nada", no qualquer interpreta um homem de 65 anos Foto: Divulgação

O ator está em cartaz com o musical “Ou Tudo ou Nada”, no qualquer interpreta um homem de 65 anos Foto: Divulgação

Ator ou atriz você que tem como referência no teatro?
Evelin Buchegger.

Cite um diretor (a) que você admira?
Antônio Abujamra.

Um gênero em que prefere atuar?
Musical.

Um profissional com quem tenha mais afinidade para trabalhar no teatro?
O grande dramaturgo e ator Aldri Anunciação.

Na sua opinião, qual é o maior desafio na carreira de quem trabalha com teatro?
Conseguir produzir espetáculos.

Se não trabalhasse com teatro, que profissão teria escolhido?
Seria astrofísico militar.

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