Circulações pelo Rio: espetáculo de dança e infantojuvenil se apresentam em diferentes pontos da cidade

Do Rio Encena

“Uman” e “O Passado a Limpo” circularão por vários pontos do Rio Fotos: Igor Keller e Renato Mangolin/Divulgação

Duas produções teatrais com propostas inteiramente distintas circularão por diversos palcos do Rio de Janeiro, alcançando, assim, diferentes públicos da cidade. Montagem do grupo Sats, o espetáculo de dança “Uman” e o infantojuvenil “O Passado a Limpo”, que faz parte do projeto Passageiro do Futuro, começam nesse fim de semana a realizar apresentações em lugares como Pavuna, Centro, Caju e Glória, entre outros. Para conferir os serviços completos, basta clicar nos títulos das peças acima.

Com pagamento voluntário para as entradas – e preços sugeridos pela produção entre R$ 15 e R$ 30 – “Uman” é o espetáculo que deu origem ao Sats, formado pelos artistas Deisi Margarida e Rodrigo Gondim. No espetáculo – que estreia na sexta (02/11) na Rampa, Lugar de Criação, em Copacabana – o diálogo acontece apenas entre corpos que transitam entre a dança e o teatro físico. A proposta é investigar o uso da experiência do corpo como fundamento do conceito social de humanidade e desenvolver a capacidade de produção de linguagem que diferencia o Homo Sapiens dos outros animais.

Já a ideia de fazer estas primeiras apresentações do espetáculo em locais alternativos e itinerantes, a própria Deisi Margarida explica:

— É uma escolha ética e estética de deixar o espetáculo em um território aproximado, perto dos olhos, sem efeitos. “Uman” tem relação direta com o início da companhia e consideramos um exercício em transformação, uma resistência. Isto, no entanto, não exclui o rigor técnico e formal em que o espetáculo foi construído.

Já no domingo (04/11), com entrada franca, “O Passado a Limpo” inicia sua circulação na Paróquia Santo André, em São Cristóvão. Na trama, sete meninas voltam no tempo, mais precisamente para 8 de março de 1808, dia em que D. João VI e sua corte chegaram ao Rio. A fim de interferir no curso da história, elas desejam ajudar dois jovens que querem apresentar seus projetos sociais ao rei recém-chegado. Com bom humor e em forma de aventura, o espetáculo trata de questões como o acúmulo de lixo nas ruas cariocas, a despoluição das praias, a canalização dos córregos e o saneamento básico.

— O texto é muito pertinente às preocupações que vivemos hoje. É uma aventura com embasamento histórico, que fala de sustentabilidade, dos lixos nas grandes cidades e na importância do nosso papel na sociedade — explica a diretora Ana Wiltgen.

Como ocorre anualmente, “O Passado a Limpo”, escrita por Rogério Blat, foi a peça escolhida da vez para encerrar a 21ª edição do Passageiro do Futuro. Criado pela atriz e produtora Juliana Teixeira, o projeto tem o objetivo de levar o teatro e suas múltiplas oportunidades artísticas e profissionais às comunidades carentes do Rio. Desde que foi posto em prática pela primeira vez em 2001, o trabalho já atendeu a mais de 1,5 mil jovens, beneficiou 60 mil pessoas em comunidades e levou novas plateias às mais de 200 apresentações já realizadas.

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