Cia. Teatro de Afeto leva espetáculo sobre sentimentos e memórias de uma mulher palestina a espaço no Centro

Do Rio Encena

As três atrizes em cena sobre as estruturas de bambu Foto: Marcelle Tauchen/Divulgação

Fundada em 2015, a Companhia de Teatro de Afeto está emplacando, em pouco mais de três anos de estrada, seu quarto espetáculo independente. Com um histórico de trabalhos voltados para questões sociais e temas como feminino, espiritualidade e política, o grupo retorna aos palcos nesse sábado (02), às 19h30, com “Como Nascem as Oliveiras”, que toca nas memórias e sentimentos de uma mulher palestina ao voltar para a casa onde passou a infância. A temporada de estreia acontece no Largo das Artes, no Largo de São Francisco, no Centro, que está iniciando uma nova fase artística desde que cessou suas atividades em outubro passado.

Com direção de Saulo Rocha e texto de Andressa Hazboun, Larissa Porto, Luellem de Castro e Tainá Medina dão voz a esta mulher, porém em momentos distintos de sua trajetória. Para representar as memórias e os sentimentos de pertencimento, identidade e afetos da personagem, as atrizes recorrem a diferentes linguagens como dança e movimentos com o auxílio de uma estrutura de bambu.

— Construímos um só corpo, orientado pela dança contemporânea e com elementos das danças populares brasileiras — explica Luellem.

— A estrutura piramidal feita de bambu nos permite uma movimentação plástica única, combinando possibilidades de alongamentos e exercícios de força. A ideia aqui é que as três atrizes estejam ao longo de todo o espetáculo se movimentando nesta estrutura — complementa Elton Sacramento, diretor de movimento.

Sobre o Largo das Artes, a ideia é que o espaço seja transformado para funcionar como sede da Cia Teatro de Afeto e do programa de artes Alquimia Cultural.

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