‘Beatles Para Crianças’ estreia na Barra e idealizador comenta reação de pais e crianças: ‘Ninguém fica parado’

Luiz Maurício Monteiro

O show mistura histórias lúdicas, interação com o público e um vasto repertório dos Beatles Foto: Paulo Cunha/Divulgação

O show mistura histórias lúdicas, interação com o público e um vasto repertório dos Beatles Foto: Paulo Cunha/Divulgação

Em vez de cantigas e cirandas, “Yellow Submarine”, “Help” e “Lucy in the Sky With Diamonds”. Através de clássicos como estes, histórias lúdicas e interação com a plateia, “Beatles Para Crianças”, como o sucinto e objetivo título já adianta, se apresenta como uma proposta completamente diferente do que se está acostumado a ver no teatro infantil. E não é que fugir do convencional deu certo? Segundo o idealizador Fábio Freire, o espetáculo vem mexendo com o público – tanto mirim, quanto adulto, diga-se – em todas as apresentações em São Paulo, onde foi concebido. E no Rio de Janeiro, cuja estreia acontece neste sábado (04), às 15h, no Teatro Bradesco, na Barra, a expectativa, como ficou perceptível nessa entrevista ao RIO ENCENA, é que o sucesso se repita.

– A gente começa dizendo “bem-vindos ao seu primeiro show de rock”. É um convite para a criança viver aquilo, passar por um grande show. Já na segunda música, ninguém fica parado. Todo mundo sai das cadeiras, fica de pé e vai para aquele espaço entre a primeira fileira e o palco. Em Brasília foi assim também. E espero que no Rio seja um sucessão. A gente quer muito isso, até para ficar mais tempo – ressalta ele que, a princípio, faz ao lado do parceiro de palco, o ator Gabriel Manetti, só quatro sessões, até o próximo dia 12.

E quando Fábio fala que “todo mundo sai das cadeiras”, ele não se refere apenas aos pequenos acima de dois anos – a indicação etária da montagem – mas, certamente, também a papais, mamães, vovôs e vovós, fãs saudosos de John, Paul, George e Ringo. Ainda de acordo com o idealizador do BPC, o histórico das bilheterias dos teatros por onde o espetáculo passou registra crianças e adultos dividindo a plateia meio a meio. E a provável razão para isso é que Fábio e Gabriel procuram ser o mais fiel possível aos arranjos originais do quarteto de Liverpool, embora não os interpretem.

Em 2014, Fábio (E) convidou Gabriel para dar início ao projeto que se mantém até hoje Foto: Andreia Machado/Divulgação

Em 2014, Fábio (E) convidou Gabriel para dar início ao projeto que se mantém até hoje Foto: Andreia Machado/Divulgação

– Nossos shows têm os arranjos originais, mas não somos covers. A única coisa que poderia ser cover é que tocamos exatamente como as músicas são de verdade. Mas somos nós mesmos ali tendo uma vivência. E o espetáculo é uma grande balada de pais e filhos. A gente fica emocionado de ver um pai dançando com a mãe e com o filho, tem muitos avôs também… – comemora Fábio.

Mas como surgiu essa ideia de tocar Beatles para crianças? Além de músico, Fábio também é professor há mais de 30 anos. Em 2011, a direção de uma escola onde ele trabalhava o pediu para que tocasse no intervalo entre as aulas. Muito fã do grupo inglês, ele fez esta escolha, o que para sua surpresa, acabou agradando em cheio à criançada.

Tal êxito fez não apenas com que Fábio recebesse convites para repetir a dose em outros colégios, como também o garantiu como vencedor num concurso do Fantástico (TV Globo) de 2012 para que conhecesse pessoalmente Paul McCartney. A performance na hora do recreio, inclusive, foi assunto com o guitarrista. Na volta deste encontro, empolgado, Fábio começou a dar forma ao projeto que não para desde 2014.

– No final de 2014, surgiu a chance de fazer apresentações no Sesc e num teatro de São Paulo. Aí pensei em algo mais legal e chamei o Gabriel. Fizemos um roteirinho, criamos um conceito de primeiro show de rock das crianças, com certificado e tudo, e aí nasceu o show. Depois disso, começamos a tocar sem parar – recorda o músico, que, claro, não perde a oportunidade de compartilhar com as crianças no show a experiência de ter trocado uma ideia com Paul.

CD

Em agosto de 2016, o BPC virou CD. O compacto, à venda nas lojas e disponível no aplicativo Spotify, reúne canções do grupo, além de histórias contadas e cantadas. Já no encarte, tem o manual do primeiro show de rock, reproduzindo o que é feito nos shows.

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