Baseado no livro ‘O Diário de Anne Frank’, monólogo estreia no Teatro Gonzaguinha

Do Rio Encena

Rita Grego está sozinha em cena no espetáculo Foto: Divulgação

Dois anos antes de morrer, aos 15, num campo de concentração nazista, a alemã de origem judia Annelies Marie Frank começou a relatar num diário a sua luta pela vida em pleno holocausto, que vitimou cerca de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial (1933-1945). Pouco depois de seu assassinato e do fim do conflito, em 1947, esses relatos foram transformados no livro “O Diário de Anne Frank”, um dos maiores clássicos da literatura mundial, com mais de 35 milhões de cópias vendidas. Já em 2017, essa obra vira espetáculo teatral com “Mergulho ou a Menina que Sangrava Poesia”, que estreia nessa sexta-feira (01/09), às 20h, no Teatro Gonzaguinha, no Centro.

Com direção e texto de César Valentim, a peça, livremente inspirada no diário, é um monólogo. Sozinha no palco, Rita Grego aborda, através de sua representação, os conflitos e descobertas de uma jovem que vive a dicotomia de uma sociedade atingida pelo caos da guerra.

Entre as consequências bélicas que tocam esta adolescente, o confinamento, a tirania e o preconceito são aquelas que interferem na sua visão de mundo, até então, ingênua, impondo novos valores e uma personalidade questionadora que não condizem com sua fase de vida. Já a narrativa, embora oriunda de um período ocorrido há mais de 70 anos, discute temas atuais como racismo, intolerância religiosa e restrição da liberdade.

-O Diário de Anne Frank continua sendo um dos livro mais vendidos entre o público adolescente. Faz parte da história de um povo que precisa ser contada e não deve ser esquecida. Falar sobre a Guerra e o Holocausto é mais que um resgate histórico,; serve para conscientizar os jovens para produzir uma prática cotidiana de paz, respeito e tolerância às diferenças religiosas e culturais – conclui Rita Grego.

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